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PSD regressa ao Pontal com um governo na sombra

Discurso de Montenegro no calçadão de Quarteira terá a governação socialista como alvo. Nos bastidores, despontam os homens do presidente e tenta conter-se o “desconforto” parlamentar
Luís Montenegro tem apostado numa presença assídua em feiras e no contacto de proximidade
SÉRGIO AZENHA/lusa

Um novo líder entronizado em congresso há pouco mais de um mês, um discreto governo-sombra em formação e uma bancada parlamentar ainda com alguns focos de “desconforto”. Cinco anos depois, a Festa do Pontal regressa este domingo ao calçadão de Quarteira, no Algarve. É a reunião da família social-democrata na tradicional rentrée política do PSD. Mas o inevitável apelo à união não esconde uma casa por arrumar, sobretudo no Parlamento, e reforça a tese da constituição de um quartel-general forte em torno do líder.

Como habitualmente, o ponto alto é a intervenção do presidente, agora Luís Montenegro. Será um discurso de “oposição forte ao Governo”, mas também incluirá “propostas concretas para o país”, apontando “caminhos para a governação”, antecipa Hugo Soares, secretário-geral do PSD, ao Expresso. No entanto, “como é evidente”, não se espere a apresentação de “um programa de governo”. Aliás, o dirigente não deixa de anotar, “com regozijo”, o que designa como “uma inversão muito curiosa na política portuguesa”: “Há uma expectativa maior em saber quais são as posições do PSD do que propriamente as de quem governa o país, ainda por cima com maioria absoluta.”

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