Sociedade

Otelo, herói ou vilão? As reações à morte do capitão de abril

Otelo Saraiva de Carvalho (1997)
Rui Ochôa

Figura "inquestionável" do 25 de abril como considera Marcelo Rebelo de Sousa, Otelo Saraiva de Carvalho despertou paixões e muitas críticas à esquerda e à direita ao longo do seu percurso. Foi candidato à Presidência da República em 1976, para desespero da esquerda mais ortodoxa e da direita. O julgamento no caso FP 25 de abril é a maior sombra que paira sobre a memória de Otelo

Para Marcelo Rebelo de Sousa, “ainda é cedo para a história” apreciar Otelo Saraiva de Carvalho com a “devida distância”. O líder do maior partido da oposição, Rui Rio, também diz que a avaliação não é para agora. Mas o primeiro-ministro opta por dizer que os portugueses lhe devem a liberdade e o que são. Estas são algumas das reações à morte do capitão de abril este domingo, 25 de julho.

De acordo com o Presidente da República, Otelo foi uma figura inquestionável de importância capital no 25 de abril. "Um símbolo de uma linha político-militar durante a revolução, que fica na memória de muitos portugueses associado a lances controversos no início da nossa Democracia, e que suscitou paixões, tal como rejeições".

Marcelo relembra que Otelo exerceu funções muito relevantes durante a revolução - como no COPCON - e candidatou-se à Presidência da República em1976. "Afastado do poder na sequência do 25 de novembro de 1975, viria a ser considerado, pela Justiça, envolvido nas FP25, condenado e amnistiado", acrescenta a nota divulgada pela Presidência da República.

Costa e a dívida perante Otelo

A controvérsia em torno da figura de Otelo não consta da posição do primeiro-ministro. O Governo, através de uma nota do gabinete do primeiro-ministro, evoca o Otelo Saraiva de Carvalho, falecido este domingo, 25 de julho, como alguém a quem o país deve não só a liberdade, mas também aquilo que os portugueses são: “neste dia de tristeza honramos a memória de Otelo, como um daqueles a que todos devemos a libertação consumada no 25 de Abril e, portanto, o que hoje somos”.

Na sua nota, o gabinete de António Costa sublinha “a capacidade estratégica e operacional de Otelo Saraiva de Carvalho e a sua dedicação e generosidade foram decisivas para o sucesso, sem derramamento de sangue, da Revolução dos Cravos”. “Tornou-se, por isso, e a justo título, um dos seus símbolos”, declarou.

A sua vida posterior ao 25 de abril é a que mais controvérsia traz. Se depois de abril de 74 assume uma postura mais revolucionária, dando força ao Processo Revolucionário Em Curso (PREC), e sendo afastado no 25 de novembro, após o qual fica três meses preso, acaba mais tarde, já nos anos 80, por ser associado à organização terrorista FP25. É essa ligação que o leva pela segunda vez à prisão, até porque as FP25 - que sempre disse não liderar - foi responsável por mortes no país.

Oposição política realça papel libertador

Rui Rio, líder do PSD, considera que não é a altura de fazer a análise do papel que Otelo Saraiva de Carvalho teve no país. "Competirá à História fazer, com isenção, a avaliação global de tudo que ele fez de bom e de mau", escreveu num tweet. O importante, disse Rio, é que teve um papel "corajoso e decisivo no 25 de Abril e na conquista da liberdade". Não é muito diferente aqui da posição do eurodeputado socialista Carlos Zorrinho: "A história julgará a sua coragem, o seu arrebatamento e os seus erros, mas ficará na nossa memória como um forte símbolo de Abril".

No outro lado do espectro político, a líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, não coloca essa dúvida porque vê Otelo como "uma figura maior do que a sua própria história". "Sempre lembrado como um dos libertadores de Portugal", considera.

Raimundo Narciso: Caso FP-25 não faz esquecer a "principal figura do 25 de Abril"

Raimundo Narciso, militante antifascista e dissidente do PCP, onde chegou a estar no Comité Central, considera Otelo Saraiva de Carvalho a “principal figura da revolução do 25 de Abril pelo seu papel na coordenação do movimento das Forças Armadas”. Porém, o antigo membro da Ação Revolucionária Armada (ARA- braço armado do PCP no final dos anos 1960 ínicio 1970) salientou que do ponto de vista político Otelo foi “uma figura controversa, mas teve o apoio da esquerda e dos populares e nunca deixou de ser uma figura carismática”.

Para Narciso, a participação de Otelo no caso das FP-25 de Abril acabou por prejudicar a sua imagem, mas isso “não pode fazer esquecer o seu papel na organização” da Revolução.

Matos Gomes: “Sem Otelo, 25 de Abril teria sido apenas um golpe militar"

“O grande relevo [de Otelo Saraiva de Carvalho] é o de ter tido o instinto de trazer o povo para a revolução, porque senão o 25 Abril teria sido um mero golpe de Estado militar”, disse Carlos Matos Gomes.

Amigo de Otelo desde 1972, quando ambos cumpriram serviço militar na Guiné, o ex-militar e historiador da Guerra Colonial lembrou que foi o capitão de abril que hoje morreu que, logo no dia 26 de abril de 1974, foi “a favor de o povo vir para a rua, de o povo tomar voz e participar no processo político”. Segundo o ex-militar, que com Otelo participou desde o início nas reuniões do Movimento dos Capitães ainda na Guiné, foi Otelo quem motivou os portugueses a tomar o destino nas suas mãos. “Otelo é um instintivo que capta os ambientes e os organiza racionalmente. Em minha opinião foi o militar que melhor entendeu a “atmosfera social” de esperança criada com o 25 de Abril”, acrescentou o coronel.

Pedro Pezarat Correia: Idealista e sonhador, Otelo foi o primeiro ícone de Abril.

“Otelo foi o primeiro rosto do 25 de abril. Saltou para a ribalta quando a opinião pública se apercebeu do 25 de Abril e do Movimento das Forças Armadas”, afirma Pedro Pezarat Correia, general na reserva. Um rosto que assumiu logo grande notoriedade, mais do que os então generais, Francisco Costa Gomes e António de Spínola, os dois primeiros presidentes da Junta de Salvação Nacional. O antigo membro do Grupo dos Nove salienta que “quando o processo do 25 de Abril os contornos de uma revolução, é Otelo Saraiva de Carvalho que assume a liderança militar”.

“É o primeiro ícone de Abril e assim se manteve até ao 25 de Novembro”, sintetiza. Para Pezarat Correia, Otelo era “um idealista e, ao mesmo tempo, um sonhador. Como tal, em algumas ocasiões, não teve os pés assentes na realidade”, afirmou.

“A morte de Otelo, foi uma notícia dolorosa. A geração do 25 de Abril está a 'apagar-se'”, concluiu.

João Gomes Cravinho: "Evoco o seu papel na conquista da liberdade"

O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, destacou a "liderança militar" e a "capacidade estratégica", na revolução portuguesa de 25 de abril de 1974, de Otelo Saraiva de Carvalho, que morreu este domingo de madrugada, em Lisboa.

"Expresso o meu pesar pela morte de Otelo Saraiva de Carvalho, que contribuiu de forma decisiva para a concretização da revolução de 25 de abril de 1974, através da sua liderança militar e capacidade estratégica, permitindo pôr fim à ditadura e abrir caminho à democracia em Portugal. Hoje evoco o seu papel na conquista da liberdade", lê-se numa "nota de pesar" do Ministério da Defesa, assinada por João Gomes Cravinho.

Sousa e Castro: Revolução podia ter sido "mais violenta" sem Otelo

O militar de Abril, Sousa e Castro considera que se não fossem as qualidades pessoais e militares de Otelo Saraiva de Carvalho, a revolução poderia ter sido "mais violenta".

"Uma revolução paradigmática, que alcança os seus objetivos, derruba uma ditadura, e não produz vítimas ao Otelo se deve", afirmou Sousa e Castro em declarações à Lusa, lamentando a perda de "um amigo".

Para o major reformado, "se fosse outro o comandante militar, provavelmente a conduta de operações e das próprias tropas em movimento poderia ter sido mais violenta", no 25 de Abril de 1974, salientou. Porque Otelo tinha "características militares muito vincadas, era um homem disciplinado, mas sem ser agressivo, de uma forma que quase se poderia dizer simpática".

Além disso, "era uma pessoa muito corajosa, sem aquelas ousadias que não levam a lado nenhum. Era serenamente corajoso", sublinhou, admitindo, que algumas vezes esteve do lado oposto da barricada ao do seu amigo, já depois da revolução dos cravos. Mas na sua opinião foram "essas caraterísticas militares e de sociabilidade que o tornaram uma pessoa mais importante na conspiração".

"Tanto assim que, sendo ele major, foi comandar as operações para um posto de comando onde estavam tenentes-coronéis e majores mais antigos", ou seja, acima dele na hierarquia militar. A acrescentar a essas qualidades, Sousa e Castro realçou "a capacidade dele de fazer amigos, de juntar pessoas, de persuadir."

"Ele incutia a coragem nos outros, mas de uma forma positiva, porque o discurso, ou as palavras que tinha para os capitães, que estavam mais empenhados em revoltarem soldados e saírem pelas estradas fora para derrubarem a ditadura ele incutia uma coragem serena e recomendava-lhes sempre muita precaução para não ferirem ninguém", frisou o major.

André Ventura: "Se este país fosse justo, Otelo deveria ter morrido na prisão"

O líder do Chega, André Ventura, reagiu à morte do militar de abril este domingo com um post no Twitter, onde destaca que "o juízo sobre a sua alma pertencerá definitivamente a Deus, mas se este país fosse justo Otelo Saraiva de Carvalho deveria ter morrido na prisão!".

o Chega considerou que não se pode "esquecer hoje o papel perverso e destrutivo que Otelo Saraiva de Carvalho teve no Portugal pós-25 de Abril, bem como a mancha de sangue que deixou durante esse processo histórico em que foi um protagonista fundamental".

"Otelo Saraiva de Carvalho enfrentou a justiça portuguesa, mas acabou por nunca a cumprir nem a sentir na pele devido a um processo de indulto, o que jamais devia ter acontecido", criticou, considerando que "deveria ter cumprido a sua pena numa prisão portuguesa".

Para o partido liderado por André Ventura, hoje é um dia para, entre muitas outras coisas, "refletir sobre os momentos piores do Portugal pós-revolucionário".

Ferro Rodrigues: "Foi o maior símbolo individual do Movimento das Forças Armadas"

O presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, homenageou Otelo Saraiva de Carvalho destacando que representou "o maior símbolo individual do Movimento das Forças Armadas", que concretizou o sonho de todos os que "ansiavam por viver em liberdade".

"Apesar dos excessos que se possam apontar, nomeadamente no período pós 25 de Abril, Otelo Saraiva de Carvalho foi, e será sempre considerado, o maior símbolo individual do Movimento das Forças Armadas", pode ler-se numa mensagem de pesar do presidente da Assembleia da República.

Segundo Ferro Rodrigues, "por todos os democratas, que ansiavam por viver em liberdade e em democracia, Otelo Saraiva de Carvalho concretizou esse sonho".

"No momento do seu desaparecimento, e pelo seu decisivo contributo, é justo render-lhe a mais sentida homenagem", enalteceu.

Isabel do Carmo: "Acaba também uma época e uma utopia"

A ativista política e médica Isabel do Carmo lamentou a morte de Otelo Saraiva de Carvalho, considerando que, com o desaparecimento do militar e estratego do 25 de Abril de 1974, "acaba também uma época e uma utopia"

"Esta manhã senti uma coisa, senti que acabou, que, com este homem, acaba também uma época, uma utopia. Senti isso, emocionalmente. Senti a perda, o desaparecimento. Já não vai ser possível falar com ele", afirmou Isabel do Carmo.

Para a antiga dirigente do extinto do Partido Revolucionário do Proletariado (PRP), movimento que exerceu actividade clandestina através das suas Brigadas Revolucionárias (no PRP-BR), Otelo é, juntamente com Vasco Lourenço, "o dirigente do 25 de abril [de 1974], do Movimento dos Capitães e do derrube da ditadura".

"Esse é o Otelo, que depois foi general. Na altura do 25 de Abril era capitão, que dirigiu o movimento militar -- não foi um golpe militar - com Vasco Lourenço [que, na altura, estava preso nos Açores]", sustentou. "Tivemos mais de 40 anos de ditadura, tivemos uma resistência continuada contra a ditadura e contra o fascismo, repetida, desgastante, com muita repressão, mas foi preciso um movimento que fizesse mesmo uma rotura e que derrubasse a ditadura pela força. Tinha de ser pela força".

Isabel do Carmo, médica de Endocrinologia, Diabetes e Nutrição e professora na Faculdade de Medicina de Lisboa, frisa que Otelo "ficará para a História como o chefe, entre outros, que criaram um movimento que veio de baixo, não veio de cima, que derrubou a ditadura, que derrubou o fascismo em Portugal. Para mim, é o homem do 25 de Abril de 1974".

Miguel Barbosa: CDS fala em dia "agridoce" entre a memória de Abril e "atrocidades" das FP25

O vice-presidente do CDS-PP Miguel Barbosa reagiu à morte de Otelo Saraiva de Carvalho, considerando tratar-se de um dia "agridoce", ao lembrar a sua ação na conquista da liberdade e, em simultâneo, "as atrocidades" das FP-25.

No dia em que "o CDS regista com tristeza" a morte de Otelo Saraiva de Carvalho, Miguel Barbosa assegura que o partido "não se deixa embriagar pela história". Por um lado, lembra Otelo como "um dos principais obreiros do golpe de estado que ficou conhecido como a Revolução dos Cravos, o 25 de Abril de 1974", reconhecendo-lhe "um primeiro ato importantíssimo para devolver Portugal à liberdade e à estabilidade de uma democracia liberal, que apenas se veio a confirmar com o 25 de novembro".

Mas, por outro, sublinha "aquilo que O CDS não esquece", apontando o capitão de Abril como "um homem que, entre estas duas datas, teve atitudes e comportamentos em que contradiz tudo aquilo que parecia defender", designadamente "os mandados de captura em branco e as vítimas mortais do terrorismo das FP25".

Manuel Castelo-Branco: "Para mim morreu o homem que mandou matar o meu pai"

Manuel Castelo-Branco, filho de uma das vítimas das FP-25, descreveu o dia da morte de Otelo Saraiva de Carvalho como "mais um dia de sofrimento", em que recordou a dor da morte do pai.

"Para muitos, morreu hoje o Capitão de Abril, para outros o responsável máximo do Copcoon, para mim morreu o homem que mandou matar o meu pai e mais 14 vitimas inocentes, um bebé, o Nuno de apenas quatro meses, o Henrique, o Diamantino, o Alexandre, o Álvaro, o Adolfo, o Agostinho, o Fernando, o José, o Evaristo e o Rogério", escreveu Manuel Castelo-Branco na rede social Facebook.

Manuel Castelo-Branco, ligado ao CDS-PP, onde foi um dos mais próximos da ex-líder Assunção Cristas, filho de Gaspar Castelo-Branco, diretor dos Serviços Prisionais, morto em 1986 à porta de casa, partilha que se interrogou durante muitos anos como reagiria à morte de Otelo Saraiva de Carvalho, pensando se poderia sentir "um qualquer sentimento de vingança".

"Hoje o Otelo Saraiva de Carvalho morreu. É o capítulo final de um livro de dor e sofrimento, que marcou toda a minha vida que se encerra. Que Deus lhe perdoe, o que ele nunca se arrependeu e eu não fui capaz de esquecer", concluiu.

Paulo Moura: biógrafo de Otelo revela que "ele sempre quis ser ator e foi pressionado pela família a ser militar"

O jornalista Paulo Moura, biógrafo de Otelo Saraiva de Carvalho, destacou a generosidade e a capacidade de realização do militar, considerando que não foi apenas quem delineou o golpe, mas o seu protagonista.

"Ele representa muitas das caraterísticas que os portugueses nem sempre têm, que é a generosidade total e a capacidade de realização, de fazer", disse o autor do livro "Otelo", enfatizando que o militar "teve a capacidade, sozinho - mais ninguém se chegara à frente" de planear, executar e fazer a revolução, "isto com total espírito de missão, sem ambição de poder".

Otelo "não teve uma ideologia muito vincada" e "nunca pertenceu a nenhum partido", apesar de "muitos partidos o terem aliciado para se filiar", destaca Paulo Moura, lembrando que "quando tinha falhado o 'Golpe das Caldas' [16 de março de 1974] e, portanto, os militares que estavam a preparar a revolução tinham sido presos ou afastados e o movimento desmembrado", foi aí que o militar se "assumiu como líder".

Segundo o jornalista, "Otelo é um sedutor". "Ele sempre quis ser ator, mas foi pressionado pela família para seguir a carreira militar, por ser um emprego seguro. Tem esse lado de palco, de cativar as pessoas".

Manuel Begonha: "Foi um herói que libertou o país da ditadura"

O comandante Manuel Begonha, que participou no processo do 25 de abril e atualmente é presidente da mesa da assembleia geral da Associação Conquistas da Revolução, reagiu à morte de Otelo Saraiva de Carvalho considerando que "apesar de termos tido algumas divergências, não quero deixar de manifestar a minha consideração e estima por um homem que foi, sem dúvida, um dos grandes heróis do 25 de Abril e símbolo de uma revolução que nos libertou de uma ditadura".

Para o comandante de 77 anos, que foi membro do Conselho de classes da Armada e da Assembleia do Movimento das Forças Armadas, entre outras funções, Otelo era "um homem cativante", e "alguns erros cometidos não apagam o essencial de uma figura notável do panorama político português".

Manuel Begonha garante que "é com profundo pesar que registo a sua morte, e apresento à família e aos amigos os meus sentidos pêsames".

Bloco de Esquerda: Agradecimento a quem "pôs fim à guerra e à colonização e abriu a esperança de uma democracia"

O Bloco de Esquerda (BE) agradeceu o "contributo imprescindível" de Otelo Saraiva de Carvalho na revolução que trouxe a liberdade a Portugal, considerando que foi um "construtor do 25 de Abril".

"Otelo Saraiva de Carvalho foi um construtor do 25 de Abril, estratega da Revolução que trouxe ao país a Liberdade, pôs fim à guerra e à colonização e abriu a esperança de uma democracia política e social", pode ler-se numa nota do BE enviada à imprensa.

No momento da morte do capitão de Abril, "o Bloco de Esquerda agradece esse contributo imprescindível e endereça à família as mais sentidas condolências".

PCP: "Não é o momento para registar atitudes que marcam o seu percurso político"

O PCP registou o papel de Otelo Saraiva de Carvalho no 25 de Abril, considerando que o momento da sua morte "não é a ocasião para registar atitudes e posicionamentos que marcam o seu percurso político".

"Sobre o falecimento de Otelo Saraiva de Carvalho deve registar-se no essencial o seu papel no levantamento militar do 25 de Abril. O momento do seu falecimento não é a ocasião para registar atitudes e posicionamentos que marcam o seu percurso político", refere uma nota do gabinete de imprensa do PCP.

O Partido Comunista Português endereça ainda condolências à família e à Associação 25 de Abril.