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PSD foi “a reboque” do Chega e do PS. E precisa de arrumar uma bancada “ferida de morte”

Em dois dias consecutivos, Montenegro teve de vir desmentir uma aproximação ao partido de Ventura e viu-se comprometido “para futuro” com a solução a adotar para o aeroporto. Deputados do PSD não escondem o “desconforto” e esta quinta-feira Miranda Sarmento tem novo teste frente ao primeiro-ministro

O presidente do PSD, Luís Montenegro, e o líder parlamentar, Joaquim Miranda Sarmento
rui duarte silva

“Já chega de andarmos com o Chega ao colo! E a oposição ao Governo não se faz?” O desabafo parte de um deputado do PSD que não gostou de receber, tal como os restantes colegas de bancada, um email do seu líder parlamentar para votar favoravelmente Rui Paulo Sousa, o terceiro nome indicado pelo Chega para a vice-presidência da Assembleia da República. Ainda para mais, quando se sabia que à terceira não seria de vez, pois o PS, que dispõe de maioria absoluta, já tinha deixado claro que votaria contra.

O email seguiu na manhã de quinta-feira, horas antes de uma votação condenada à partida, e não surtiu efeito: além da barreira socialista e da restante esquerda parlamentar, pelo menos um terço dos deputados sociais-democratas não seguiram a indicação de Joaquim Miranda Sarmento, concertada com o presidente do partido. No dia seguinte, Luís Montenegro, acompanhado pelo vice-presidente Miguel Pinto Luz, reuniu-se com o primeiro-ministro e o ministro das Infraestruturas para se fechar um acordo sobre o novo aeroporto de Lisboa.

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