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Opinião

Uma campanha alegre

Os meus antepassados defenderam a reforma agrária no século XX pela mesma razão que defenderam os conventos e as ordens religiosas no século XIX. Agora, 200 anos depois, este povo sulista volta a trocar de cor política sem mudar a sua natureza radical

PCP: o partido dos meus antepassados é um cortejo fúnebre, sorrio e choro ao mesmo tempo. O funeral alegra-me, porque o fim do PCP é uma notícia boa para Portugal. Choro porque é o fim definitivo do meu passado; o bairro pobre mas idílico da minha infância era um redil do PCP guardado por soldados comunistas. Além disso, não estamos a trocar o PCP por um objeto político sensato.