Poucas eleições no mundo terão um foco tão grande em relações externas como as que se realizam sábado, 13 de janeiro, na República da China, nome oficial adotado pela ilha a que os portugueses chamaram Formosa e que o mundo conhece como Taiwan. Afinal, nem todas regiões do mundo têm um vizinho como a República Popular da China, que considera Taiwan parte inalienável do seu território e que admite retomá-la à força se necessário.
Daisy Chen, residente na capital taiwanesa, Taipé, mostra ao Expresso a mensagem que recebeu, no seu telemóvel, do Ministério da Segurança Interna. Avisa que vai passar um míssil pelo espaço aéreo de Taiwan. “Normalmente só recebemos alertas de terramotos. É a primeira vez que recebo um alerta de mísseis.” As autoridades taiwanesas viriam a desmentir o alerta, comentando que se tratava do lançamento de um satélite chinês, o que não poupou os 23 milhões de residentes da ilha do susto.