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Privados querem construir aeroporto em Santarém com investimento inferior a 1000 milhões

Obra não precisa de dinheiro público e será feita de forma gradual. Financiamento virá das taxas aeroportuárias. As acessibilidades seriam outra vantagem: a região está integrada em dois eixos vitais: a autoestrada A1, que liga Lisboa ao Porto, e a linha de caminho de ferro que liga o país de norte a sul

Nem Montijo, nem Alcochete. Há um grupo de investidores privados que anda há cerca de três anos a estudar aprofundadamente uma nova localização para o futuro aeroporto português: a região de Santarém. Admitem começar apenas como uma infraestrutura regional e, na versão mais curta, com uma pista e um investimento que poderá ser inferior a mil milhões de euros, segundo apurou o Expresso. Não precisam de investimento público, e esse é um dos trunfos desta nova localização, que o Expresso já tinha noticiado em meados de julho. O investimento será financiado pelas taxas aeroportuárias em curso, conforme pode ler-se num documento de apresentação da proposta a que o Expresso teve acesso.

É uma infraestrutura que se autofinancia, pois não é por acaso que os operadores de aeroportos têm vindo a crescer em todo o mundo. A Vinci, dona da ANA — Aeroportos de Portugal, é exemplo disso, pois foi depois de ter investido em Portugal que começou verdadeiramente a internacionalizar-se — estava em França e Camboja — e hoje gere 53 aeroportos espalhados pelo mundo.

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