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Sociedade

Ensino à distância: nem todos os alunos vão conseguir recuperar

ANTÓNIO PEDRO SANTOS

Inquérito a professores sobre o impacto do ensino à distância revela realidades muito diferentes entre escolas

26-09-2021

Desde o ano passado que o Centro de Economia da Educação da Universidade Nova de Lisboa (UNL) tenta medir a perceção dos professores dos ensinos básico e secundário sobre o impacto que a pandemia teve nas aprendizagens dos alunos, em virtude do fecho das escolas, do isolamento de turmas e do recurso ao ensino à distância. E o que o último inquérito mostra é que há uma “preocupação generalizada, sobretudo nas escolas públicas”, em relação aos atrasos que as adaptações que professores e alunos foram obrigados a fazer provocaram.

Ao quarto inquérito conduzido por esta unidade de investigação da UNL responderam quase 700 professores, entre o final do último ano letivo e o início do atual. E a larga maio­ria— três em cada quatro — prevê que os seus alunos irão precisar de algum tempo para aprenderem e consolidarem agora o que deviam ter aprendido antes. Quanto tempo? As respostas revelam perspetivas de recuperação muito variáveis entre escolas e professores, sublinha Ana Balcão Reis, um dos membros responsável por este estudo.