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Vacinação dos 12 aos 15: médicos dividem-se

Enes Evren

Vários países já estão a vacinar os mais jovens. António Costa quer evitar o regresso do ensino à distância, mas comunidade médica divide-se

O primeiro-ministro António Costa garantiu esta semana que Portugal está preparado para vacinar os jovens a partir dos 12 anos, começando já no fim de semana de 14 de agosto e assegurando a vacinação completa até 19 de setembro. Esta calendarização permitiria que as aulas se iniciassem com os alunos a partir do 3º ciclo do ensino básico imunizados, caso os pais autorizem a sua vacinação, que não é obrigatória em Portugal. O próximo ano letivo tem arranque marcado para a semana anterior, mas é dia 20 que as atividades escolares começam em todas as escolas.

Apesar desta intervenção do primeiro-ministro no debate do estado da nação, que quer evitar um terceiro ano letivo marcado por surtos em escolas e turmas inteiras em isolamento a aprender de casa, a Direção-Geral da Saúde (DGS) está ainda a estudar a questão e pediu duas semanas para recolher mais informação e analisar os pareceres preliminares da comissão técnica de vacinação. A ministra da Saúde revelou, no entanto, que esses pareceres apontam para uma “priorização do grupo etário dos 18 aos 16 anos” — idades já previstas na norma da DGS que está em vigor — e “uma priorização de vacinação de crianças com comorbilidades na faixa” abaixo, entre os 15 e os 12 anos, deixando de lado, para já, arrancar com a vacinação de todos deste grupo.