Manuel Correia, o outro segurança que tentou controlar o ucraniano Ihor Homeniuk na noite de 11 de março foi de 2020, só perdeu a atitude sólida que mostrou em tribunal quando foi confrontado com uma contradição óbvia entre o que disse agora e o que contou em março do ano passado à Polícia Judiciária (PJ).
Primeiro, não tinha visto qualquer agressão; agora, descreveu com detalhe como viu o inspector Laja "a pressionar com o pé" a "cabeça de Ihor Homeniuk na zona da nuca", enquanto o imigrante ucraniano estava no "chão a debater-se".
O vigilante conta que foi à porta da sala Médicos do Mundo depois de ouvir "barulhos". "O que custou mais foi o primeiro impacto. Não estávamos à espera daquela reação tão excessiva dos inspectores". Só gritavam : sstá quieto, está quieto".
Confrontado com facto de estar agora a descrever agressões que dantes disse não ter visto, foi claro: "quis passar despercebido".
Manuel Correia garantiu ainda não ter agredido Ihor Homeniuk a soco, a pontapé ou com a revista que levou para sala. "Quis entretê-lo e até lhe mostrei o Cristiano Ronaldo."
O julgamento prossegue no dia 26 de fevereiro.