As escolas primárias e os estabelecimentos de ensino do 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico com pavilhões ou instalações desportivas vão poder contratar, no total, mais dois mil funcionários. Estas contratações estão previstas numa revisão da portaria que estabelece o número de funcionários a colocar nas escolas, mas a medida, dizem os municípios, não é suficiente.
Segundo o "Jornal de Notícias", os autarcas, que ficaram com a pasta da gestão do parque escolar público, admitem que este número não é suficiente e, para a Associação Nacional de Municípios, mesmo com esta alteração, continuará a existir "na maior parte dos casos, necessidade de as câmaras colocarem pessoas".
De acordo com o documento a que o "Jornal de Notícias" teve acesso, no caso das escolas primárias, a regra aponta para um funcionário por cada grupo de 15 a 30 alunos - nos anos anteriores estava indicado um funcionário para cada grupo de 18 a 36 alunos.
As escolas com pavilhões desportivos ganham mais um funcionário e as "escolas de referência" para estudantes cegos e educação bilingue terão um "acréscimo de um assistente operacional por cada uma destas respostas educativas".