À primeira vista justifica-se o espanto causado pelos motins dos últimos dias na Holanda, o país que nas bocas do mundo, e para quem o conhece mal, é exemplar de pachorra e monotonia, dando de longe a longe nas vistas se um seu ministro recusa abrir os cordões à bolsa ou graceja com a bandalheira meridional.
Curiosos motins foram esses, com violência e estragos, mas sem mortos, os media prontos a informar ser tudo obra da escumalha, dos agitadores da extrema-direita, dos misteriosos grupos que nas redes sociais incitam à revolta e à destruição e, fingindo de inocentes, aconselham os pais a que não deixem os filhos sair à noite.