Sociedade

Baixa-mar no pólder. Um ensaio de J. Rentes de Carvalho sobre os motins nos Países Baixos

Protestos A aparente calma do dia-a-dia nos Países Baixos oculta tensões de que os recentes motins dão apenas um modesto sinal
ROB ENGELAAR/ANP/AFP/Getty Images

A entrada em vigor do recolher obrigatório, às nove da noite do sábado 23 de Janeiro, descambou numa vaga de violência por todo o país. Mas os recentes motins são apenas um modesto sinal, uma vez que a aparente calma do dia-a-dia nos Países Baixos oculta tensões várias

06-02-2021

À primeira vista justifica-se o espanto causado pelos motins dos últimos dias na Holanda, o país que nas bocas do mundo, e para quem o conhece mal, é exemplar de pachorra e monotonia, dando de longe a longe nas vistas se um seu ministro recusa abrir os cordões à bolsa ou graceja com a bandalheira meridional.

Curiosos motins foram esses, com violência e estragos, mas sem mortos, os media prontos a informar ser tudo obra da escumalha, dos agitadores da extrema-direita, dos misteriosos grupos que nas redes sociais incitam à revolta e à destruição e, fingindo de inocentes, aconselham os pais a que não deixem os filhos sair à noite.

Para continuar a ler este artigo clique