Neste que é o primeiro de 15 dias de suspensão das atividades letivas, houve estabelecimentos de ensino privados que mantiveram as aulas ou que já manifestaram a intenção de o fazer a partir da próxima semana, agora de forma online, já que todas as escolas têm de estar fechadas. Outros comunicaram aos pais a intenção de manter algum apoio educativo aos alunos durante as próximas duas semanas e outros ainda indicaram estar a aguardar por mais informações ou acompanharam já a suspensão de todas as atividades.
A Associação de Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo (Aeep) já esteve a analisar o decreto do Governo, publicado esta sexta-feira e que diz expressamente que estão suspensas as "atividades letivas e educativas", tanto nas escolas públicas como nas privadas.
Esta tarde, a direção ia reunir-se novamente com os seus associados. Mas já na quinta-feira, o diretor-executivo da Aeep, Rodrigo Queiroz e Melo, tinha alegado que o Governo não pode impedir os privados de manterem as atividades com os alunos, desde que respeitando as regras do confinamento. E lembrou que a Constituição estabelece a liberdade de aprender e ensinar.
Na quinta-feira, dia em que foi oficializada a decisão do Governo de fechar todas as escolas (incluindo as creches), o ministro da Educação fez questão de dar o recado aos privados: "Esta interrupção letiva é para todos", declarou, deixando a crítica: "Espreitar sempre a exceção é o que nos tem causado problemas enquanto sociedade". Brandão Rodrigues explicou também que os colégios não têm o mesmo grau de autonomia que universidades e politécnicos, instituições que vão até poder manter nalguns casos as avaliações que estavam previstas para agora.
Esta sexta-feira, a polícia chegou a ser chamada às instalações do St. Dominics International School, em Cascais, impedindo que dezenas de alunos realizassem uma prova internacional que estava marcada para hoje e que devia ser realizada nos vários estabelecimentos de ensino do mundo que seguem o International Baccalaureate (Ib).