Sociedade

Matos Fernandes anuncia reunião com órgão de caça que não existe há 20 anos

João Pedro Matos Fernandes
MÁRIO CRUZ/LUSA

O ministro do Ambiente e da Ação Climática anunciou que iria reunir-se, no início de janeiro, com o Conselho Nacional da Caça, a propósito da matança de javalis e veados na Herdade da Torre Bela. No entanto, o órgão deixou de funcionar há cerca de 20 anos, avança esta quinta-feira o “Público”

31-12-2020

Depois da matança de veados e javalis na Herdade da Torre Bela, na Azambuja, o ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, anunciou que iria reunir-se no início de janeiro com o Conselho Nacional da Caça. No entanto, segundo avança o "Público", este órgão deixou de funcionar há cerca de 20 anos.

De acordo com a nota de imprensa publicada pela tutela, Matos Fernandes iria "convocar o Conselho Nacional da Caça para, no início do ano, realizar uma reflexão sobre a prática de montarias em Portugal" e discutir as possíveis alterações à lei da atividade, depois do episódio que está a ser investigado pelo Ministério Público.

Várias associações não receberam, até esta quarta-feira, qualquer convocatória, incluindo a Federação Portuguesa de Caça (Fencaça), a associação mais representativa. Jacinto Amaro, líder da Fencaça, explicou ao "Público" que o Conselho Nacional da Caça deixou de existir há cerca de 20 anos e, caso o mesmo seja reativado, garante também que a Fencaça não participará nele.

O líder associativo refere, aliás, que João Paulo Catarino, secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, abordou a possibilidade de voltar a reunir o Conselho Nacional da Caça este ano, durante um encontro em Castelo Branco. "Falou-nos em reativar o conselho. Quando nos negámos a participar nele, foi um balde de água fria. Mas acabou por dizer que assim sendo não o faria."