Sociedade

Um Natal diferente: A ceia em que o bolo-rei e os perus vão encolher

O comércio adapta-se a um Natal com famílias em versão reduzida. Ceia para quatro pessoas entregue em casa é uma das opções

29-11-2020

Ainda não se conhecem as regras que vão estar em vigor neste Natal, mas o mais provável é que as famílias tenham de se juntar em grupos mais pequenos. E isso terá impacto no tamanho das refeições que vão ter de preparar e nas compras necessárias. Tal como está a acontecer um pouco por toda a Europa, também os supermercados, talhos e confeitarias em Portugal estão a adaptar-se às ceias de Natal em versão mais reduzida. Perus e borregos mais pequenos, bolos-rei com menos de um quilo (maiores só por encomenda), ceias de Natal já prontas para três ou quatro pessoas e com entrega no domicílio são as várias soluções encontradas para um mês de dezembro muito diferente do habitual.

Os supermercados vão vender perus e borregos mais pequenos, a exemplo do que está a acontecer no Reino Unido, onde há já várias semanas os criadores se viram perante uma maior procura por animais mais pequenos. Por cá, o Continente terá essa opção. “No talho, vamos aumentar a oferta de peças de carne mais pequenas, mas também de carne embalada, em cuvetes, das referências mais procuradas nesta altura do ano, para evitar filas e aglomerados”, detalha o porta-voz da Sonae MC. A Lidl está no mesmo caminho: “Para dar resposta aos constrangimentos económicos decorrentes da pandemia, procuramos disponibilizar artigos com vários tipos de preços, nomeadamente a nível de carnes, como a pá de borrego, cabrito, borrego Deluxe ou mesmo o borrego de 800 gramas, neste caso em formato reduzido em relação ao habitual”, aponta o gabinete de comunicação. Os Talhos 29, em Lisboa, também estimam que este ano aumente a procura por cabritos e borregos mais pequenos ou apenas por metades em vez de inteiros. Além disso, já sabem que em anos de maiores dificuldades económicas sobem as vendas de lombo de porco ou rolos de carne picada, que são mais baratos. Seja como for, há um alerta a fazer: optar por perus ou borregos mais jovens é negativo para o ambiente. “Um animal tem um determinado potencial de crescimento e matá-lo mais cedo tem impacto. Não vamos ter perus mais pequenos, preferimos ensinar as pessoas a usarem o resto da carne noutras refeições”, defende Alfredo Sendim, criador de perus em modo biológicos na Herdade do Freixo do Meio.

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