Criadas para atuar em caso de surto nos lares, as Brigadas de Intervenção Rápida (BIR) já foram ativadas 93 vezes desde outubro, mês em que começaram a funcionar. Mantêm-se, no entanto, as dificuldades na contratação de profissionais, segundo avançou Joana Picão, gestora da Cruz Vermelha Portuguesa do programas das BIR, ao "Jornal de Notícias".
"A CVP está no terreno a contratar pessoas para as brigadas, mas também as instituições para suprir baixas. O mercado não é infinito", explicou Joana Picão, dando o exemplo das duas equipas de intervenção rápida de Beja, onde existem apenas dois profissionais dessa cidade. Os restantes elementos "são deslocados de outros distritos". No mercado, acrescentou a Cruz Vermelha Portuguesa, faltam "ajudantes de ação direta, que cuidam dos idosos, e enfermeiros".
Até à semana passada estavam ainda no terreno 47 BIR. A maioria está na região Norte, uma zona "com muitos surtos em simultâneo". Ao "Jornal de Notícias", o Instituto da Segurança Social indicou que neste momento estão integrados "cerca de 400 elementos, incluindo 20 médicos e 50 enfermeiros".