Sociedade

Caso Valentina. Pai e madrasta acusados do homicídio qualificado da criança

Para além disso, o Ministério Público acusa o casal de profanação de cadáver e abuso e simulação de sinais de perigo. Arriscam uma pena de 25 anos de prisão

10-11-2020

O pai e madrasta de Valentina, a criança de nove anos encontrada morta em maio, em Peniche, e cuja autópsia revelou sinais de morte violenta, foram acusados pelo Ministério Público de homicídio qualificado, profanação de cadáver e abuso e simulação de sinais de perigo.

A notícia da acusação do Ministério Público é avançada esta terça-feira pelo "Correio da Manhã". Arriscam assim uma pena de 25 anos de cadeia.

Sandro, 32 anos, e Márcia Bernardo, 38, foram detidos a 10 de maio, supeitos de terem matado a filha e enteada no interior da casa, na Atouguia da Baleia e de terem abandonado o corpo num eucaliptal, a alguns quilómetros de distância. Nos dias que se seguiram, o casal simulou o desaparecimento de Valentina e realizaram-se durante dois dias buscas para a encontrar. Sandro Bernardo acabou por assumir ter provocado a morte da filha, com murros que desferiu em várias partes do corpo e que a tinham deixado “em muito mau estado”.

O relatório da autópsia descreve que a menina foi vítima de asfixia e de agressões violentas em todo o corpo. Foi o filho de Márcia, de 12 anos, que ligou para a mãe a pedir ajuda quando viu Valentina a espumar da boca e com convulsões. A criança nunca mais acordou e quando o pai e a madrasta chegaram a casa, após idas ao café, à lavandaria e às compras, já a terão encontrado morta.