Sociedade

Covid-19. Ainda é cedo para ter a certeza que zonas mais poluídas têm maior risco de infeção

TIAGO MIRANDA

Cientistas italianos encontraram o vírus em partículas de ar poluído na região de Bérgamo, uma das mais afetadas pelo vírus em Itália e uma das zonas mais poluídas da Europa. Especialistas portugueses em imunoalergologia, microbiologia e poluição atmosférica admitem ser possível, mas é preciso estudar com muito mais detalhe essa hipótese. Muitas outras variáveis, como a maior densidade populacional de uma área industrial mais poluída, podem ser a explicação

26-04-2020

Uma equipa de cientistas italianos detetou o novo coronavírus em partículas de ar poluído na região de Bérgamo, no Norte de Itália, uma das zonas mais afetadas pela covid-19 e também uma das mais poluídas da Europa. A possibilidade avançada pelos cientistas é de que as pequenas gotículas de vírus, combinadas com partículas de ar poluído, possam manter-se suspensas durante mais tempo e até mesmo serem transportadas em maiores distâncias. É como se essas partículas de ar poluído fossem uma espécie de "micro-avião" que transportasse o vírus, como explicou ao jornal britânico "The Guardian" Jonathan Reid, investigador da Universidade de Bristol, que também tem estudado o tema.

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