Sociedade

Petição contra museu de Salazar foi encerrada. Promotores aguardam resposta de Costa

Óscar Carmona (ao centro), abriu o caminho para a chegada de António de Oliveira Salazar (à esquerda) ao poder
ESPÓLIO FERREIRA DA CUNHA / IP

Os 18 promotores da petição contra a criação de um Museu do Estado Novo, em Santa Comba Dão, querem que António Costa se pronuncie sobre este projeto que consideram ser um “ataque à Democracia”. Por agora, fecharam a recolha de assinaturas

28-08-2019

A petição “MUSEU de SALAZAR, NÃO! — que como o nome indica teve por objetivo recolher assinaturas contra a abertura de um museu do Estado Novo no Vimieiro, freguesia onde nasceu António Oliveira Salazar— foi encerrada depois de terem sido recolhidas 18 mil assinaturas.

Recorde-se que a petição foi enviada ao primeiro-ministro, António Costa, quando reuniu 15 mil assinaturas; os promotores mantiveram a recolha de assinaturas aberta e decidiram fechá-la quando se aproximou dos 18 mil nomes por considerarem que tinha “cumprido o principal objectivo: fazer chegar ao Primeiro-Ministro o repúdio de cerca de 18 mil antifascistas, pela criação de um espaço/museu/memorial em Santa Comba Dão — na expectativa de que se pudesse travar o que, desde há meses, configurou um aberto ataque à Democracia”.

Os promotores da petição ainda não obtiveram “qualquer reação do Primeiro-Ministro, mas regozijamo-nos pelo eco que este abaixo-assinado teve na Comunicação Social e em muitos cidadãos de renome, que entenderam juntar a sua voz à voz destes muitos milhares de antifascistas, e em apoio dos 204 ex-presos políticos, dando-lhes assim maior visibilidade”.

Recorde-se que o grupo dos 18 promotores da petição é formado por Albano Nunes, Alda de Sousa, António Avelãs Nunes, António Regala, António Taborda, Carvalho da Silva, Francisco Fanhais, Joana Lopes, José Barata Moura, José Sucena, Levy Baptista, Margarida Tengarrinha, Maria do Rosário Gama, Maria Teresa Horta, Miguel Cardina, Pedro Adão e Silva, Raimundo Narciso e Rui Namorado.