Sociedade

PJ investiga incêndio em prédio no casco histórico do Porto. “É esquisito”, diz presidente da União de Freguesias

Fogo destruiu edifício devoluto e que tinha por único inquilino o dono de uma mercearia, situada no rés-do-chão. Dono do prédio estaria a reabilitar o interior imóvel para instalar um hostel

17-07-2019

A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar o incêndio ocorrido, na madrugada desta quarta-feira, num edifício de quatro pisos, devoluto, na Rua da Alfândega, e que albergava apenas uma mercearia, que servia ainda petiscos. A Judiciária do Porto ainda “não tem indícios de prática dolosa”, segundo revelou à Lusa fonte daquela polícia.

Para António Fonseca, presidente da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto, a situação é “esquisita”, dado o imóvel estar localizado numa zona de cobiça turística e o dono do prédio pretender instalar um hostel no edifício. “O único inquilino era o senhor Nascimento, que há muitos anos tinha ali um pequeno negócio”, refere António Fonseca, que desconhece se o novo proprietário terá tentado negociar a saída do inquilino.

De acordo com o autarca, o prédio já teria em curso obras interiores de reabilitação, tendo ficado “todo destruído e sem condições para habitabilidade ou para negócio”. O líder da União de Freguesias do Centro Histórico lembra que nunca houve tantos incêndios em zonas de pressão turística, desconhecendo se o edifício em causa já teria licença para ser transformado de habitação em hostel.

O alerta de incêndio foi dado cerca da 1h20 e quando os bombeiros chegaram ao local “o prédio estava tomado” pelas chamas, segundo fonte dos Bombeiros Voluntários do Porto, tendo sido o fogo dado como extinto às 8 h da manhã. .