Quantas pessoas morreram nas inundações na região de Lisboa, na noite de 25 para 26 de novembro de 1967? Quais os seus nomes? Que idades tinham? Onde viviam? E onde estão sepultadas? Cinquenta anos depois, ainda não há respostas para muitas destas e outras perguntas. E no entanto tratou-se da maior catástrofe verificada em Portugal continental desde o terramoto de 1755. Quem o afirmou foi a voz (autorizadíssima) de Fernando Rebelo, o falecido catedrático de Geografia e ex-reitor da Universidade de Coimbra.
O país ainda vivia sob a ditadura de Oliveira Salazar, que tudo fez para que a opinião pública não tivesse consciência da verdadeira dimensão da catástrofe. Desde logo impedindo, através da censura, que os órgãos de comunicação social informassem com verdade o que se passava. A 29 de novembro, pouco antes do regime ter decretado o fim da contagem pública dos mortos, o ultraoficioso “Diário de Notícias” apontava para 427 mortos. No dia seguinte, a agência Associated Press atualizava para 457. O último cômputo, feito pelo “Diário de Lisboa” a 3 de dezembro, falava de 462. Um número que, na opinião de numerosos investigadores — de disciplinas tão diferentes como História, Geografia ou Climatologia —, pecará por defeito. O historiador António Araújo, por exemplo, calcula o número em “cerca de 500”. Por sua vez, Francisco da Silva Costa, geógrafo da Universidade do Minho, escreveu que “é plausível aceitar-se um número certamente superior a 500”. Outros investigadores e jornalistas apontam para “cerca de 700”. Cálculo diferente é o do historiador Alberto Santos, coautor de um livro a ser lançado no próximo dia 25 sobre as cheias em Alenquer, uma das zonas mais atingidas. Com o título “A Noite Mais Longa”, o livro faz uma listagem rigorosa, “após o cruzamento de todos os dados”, dos mortos no concelho: 47. “Ou seja, inferior aos números avançados pela imprensa da época, que oscilou entre um mínimo de 50 e um máximo de 62.” Como explicou Alberto Santos, “se o que foi válido para Alenquer for válido para o contexto nacional, o número global poderá situar-se entre os 450 e os 500”.
Para fazer uma avaliação o mais rigorosa e exaustiva possível, o Expresso pediu para consultar os livros de assentos de óbito das conservatórias das áreas mais afetadas pelas inundações. É nesses livros que se regista o falecimento de todo e qualquer cidadão, sem o qual, pelo menos em condições de normalidade, não poderá ser enterrado.
A seleção das conservatórias baseou-se não apenas na imprensa da época, mas também num extenso relatório oficial existente no Arquivo Oliveira Salazar, à guarda da Torre do Tombo. Com o título “Atuação das instituições de Previdência para Auxílio às Vítimas das Inundações de 25 de Novembro de 67”, o documento, de 117 páginas, fixava as oito zonas mais afetadas, onde foram montados postos fixos de atendimento às populações: Alenquer, Algés, Alhandra, Carregado, Loures, Odivelas, Sacavém e Vila Franca de Xira. Datado de 29 de fevereiro de 1968, o relatório nunca se refere ao número de mortos, limitando-se a reconhecer que “a grande maioria vivia em barracas desprovidas do mínimo indispensável de meios de vida”.
Três causas de morte
Com a prévia autorização da Comissão Nacional de Proteção de Dados e a indispensável anuência do Instituto dos Registos e do Notariado, o Expresso consultou os livros de assentos de óbito de 18 conservatórias: as dez então existentes em Lisboa, e as de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Benavente, Cascais, Loures (que incluía o atual concelho de Odivelas), Oeiras (a que pertencia Amadora), Sintra e Vila Franca de Xira. Ou seja: toda a vasta área onde mais se fez sentir a tormenta.
Ao contrário do que sucede atualmente, à época os assentos de óbito incluíam obrigatoriamente a causa da morte. Nos muitos milhares de assentos consultados a partir de 27 de novembro de 1967 (a tragédia decorreu numa noite de sábado para domingo), há três tipos de causas diretamente imputadas às cheias. São elas: “submersão acidental”, provocada por “inundação”; “afogamento”; e “soterramento”, causado por “avalancha”. Uma vez que não houve praticamente autópsias, os muitos médicos que certificaram os óbitos optaram frequentemente por acrescentar um cauteloso ponto de interrogação àquelas causas. José da Mota e Silva, de 33 anos, foi dos raros autopsiados; transportado de Odivelas para o Hospital de Santa Maria e dali para a morgue, no seu caso o médico não teve dúvidas na causa da morte: “asfixia por submersão acidental”.
A maior parte dos óbitos foi registado nas primeiras horas do dia 26, domingo. Tendo começado a chover intensamente a partir das 19h de 25, sábado, há mortes inscritas logo desse dia; as primeiras ter-se-ão verificado na conservatória de Sintra, às 22h.
Ao todo, o número apurado pelo Expresso foi de 357 óbitos devidamente registados. Ou seja, menos uma centena do que as contagens da época. Sendo o apuramento possível, fica seguramente aquém da realidade. Por vários motivos.
Primeiro, porque a pesquisa do Expresso não decorreu em condições que lhe permitissem ser exaustivo. Privilegiou-se o território mais atingido pelo dilúvio, mas é muito provável que também tenha havido mortos na margem sul do Tejo (do que a imprensa se fez eco) e no distrito de Santarém, especialmente atreito a cheias.
Segundo, porque houve cadáveres que nunca foram descobertos. Quantos, é completamente impossível saber. O já referido livro sobre Alenquer, por exemplo, refere o caso de um menino de 1 ano que jamais foi resgatado mas cujo óbito foi certificado pelos próprios pais. Muitos cadáveres ou ficaram submersos na lama ou foram levados pelas turbulentas águas do Tejo — tal como aconteceu em 2001 na tragédia de Entre-os-Rios, em que houve corpos que vieram a dar à costa na Galiza e no golfo da Biscaia, enquanto outros nunca aparecerem. A partir do momento em que entraram no Tejo, a força irresistível da corrente, numa noite terrivelmente chuvosa e negra, arrastou velozmente os cadáveres para o infinito do Atlântico. Aliás, não é por acaso que só se tenha localizado um corpo no Tejo: de um homem “a respeito do qual se ignoram todos os elementos de identificação” (e por essa razão apontado como “desconhecido”), descoberto na tarde de 18 de dezembro em Vila Franca de Xira, entre Figueirinhas e Faial, “deitado de bruços sobre umas pedras”.
Terceiro, porque, às mencionadas causas diretas de morte, haverá a acrescentar as causas indiretas. Com efeito, nos assentos dos meses posteriores há várias centenas de óbitos atribuídos a pneumonia, broncopneumonia e infeções agudas das vias respiratórias. Sendo estas umas das principais causas de morte em Portugal (ainda hoje…), não deixa de ser verdade que a chuva, o frio e a humidade prolongadas, que se seguiram à intempérie, constituem um caldo propício à difusão daquele tipo de patologias.
Cadáveres sem assento de óbito?
Quatro — e último motivo —, pode ter havido bastantes cadáveres cujo óbito tenha sido anotado numa conservatória que não a de direito. Caso, por exemplo, de Ermelinda de Assunção Ribeiro, de 47 anos. Nascida, residente e morta em Alenquer, o óbito acabou por ser registado na conservatória vizinha de Arruda dos Vinhos. O livro sobre Alenquer (da autoria de Raquel Raposo, José Leitão Lourenço e Alberto Santos) também menciona três mortos, devidamente identificados, que não figuram em nenhum dos livros de óbito que o Expresso passou a pente fino. Como estes, poderá haverá casos semelhantes noutros concelhos. Como até poderá haver cadáveres sepultados sem que o óbito tenha sido previamente atestado por um médico e lavrado o correspondente assento. São conhecidas as circunstâncias absolutamente excecionais em que os corpos foram amontoados, em quartéis de bombeiros, igrejas e largos de aldeias, antes de serem enterrados à pressa e em funerais coletivos. Isto é, condições perfeitamente anómalas, em que, até por razões de simples saúde pública, não tenham sido respeitados os procedimentos burocráticos habituais. A verdade é que o próprio Código do Registo Civil, entrado em vigor nesse mesmo ano, tinha uma disposição (art. 256º) que, no caso de haver perigo para a saúde pública, permitia o enterramento sem que fosse lavrado o prévio registo do óbito. Sendo assim, só uma busca pelos cemitérios deste país permitirá encontrar os mortos nessas condições. O que, como caracterizou uma conservadora, implica “um trabalho muito disperso e nunca acabado”...
O primeiro registo foi em Sintra: Emanuel de Jesus Ribeiro da Silva, uma criança de 7 anos que vivia em Queluz, vítima de “asfixia respiratória por submersão acidental”. O último registo temporal foi o de Elvira Baptista Cacilhas, de 47 anos, residente em Sobral de Monte Agraço. O cadáver só foi descoberto cinco meses depois da tempestade: às 15h de 30 de abril de 1968, no Caminho da Cruz (Arruda dos Vinhos), por onde passa o Rio Grande da Pipa, aquele que mais vítimas terá feito.
Da listagem de óbitos, apenas dois não foram identificados, aparecendo sob a designação genérica de “desconhecidos”. Ambos do sexo masculino, descobertos já em dezembro em Vila Franca de Xira, um “foi encontrado nu e sem qualquer objeto que pudesse servir para facilitar a identificação”. O outro — o tal cadáver que apareceu no Tejo — vestia “apenas uma camisola e cuecas brancas e uma camisa de tecido militar”.
Muitos dos corpos, com efeito, foram levados na torrente dos numerosos rios, ribeiros e riachos que cruzam o território, quase todos alimentando o Tejo. Cachoeiras, Ossos, Ota, Lages, Algés, Jamor, Frielas, Carenque, Odivelas, Trancão, Grande da Pipa, Alenquer, Vala do Carregado — são alguns dos nomes desses cursos de água, que, de repente, viram o seu caudal engrossado de água, lama e entulho, saltaram do leito e ganharam proporções avassaladoras e uma força inaudita. Na vila de Alenquer, por exemplo, o rio que lhe deu o nome subiu 3,07 metros, inundando a cave e o rés do chão das habitações circundantes; na rua de Triana, junto ao número 87, uma placa assinala o nível da histórica cheia.
Morreu gente de todas as idades, a começar pelos de mais tenra idade, completamente indefesos: 14 crianças de um ano ou menos, incluindo uma menina de um mês, Maria do Rosário da Costa Oliveira, afogada em Carenque (Belas). A mais idosa tinha 88 anos: Adelina da Conceição, que faleceu no Lugar das Quintas, Castanheira do Ribatejo (Vila Franca de Xira).
País de intensa migração interna, há mortos de gente natural de quase toda a parte: desde Ponte de Lima a Portimão, passando por Trancoso, Cuba, Oliveira de Azeméis, Barreiro. Incluindo a Madeira (um menino de 4 anos, Rogério Santa Clara Maçana, de Santana) e Açores (Marta Maria Amaral, de 29, oriunda de São Miguel). Até duas cidadãs brasileiras pereceram, ambas em Vila Franca de Xira: Aida Monteiro de Freitas, de 57 anos, e Maria Isabel Pereira, de 59. A primeira vivia no Fundo da Quinta da Bola, em Alverca do Ribatejo; a segunda, no já referido Lugar das Quintas.
85 óbitos só no Lugar de Quintas
Este Lugar das Quintas é um triste topónimo a fixar: foi a aldeia mártir por excelência. Localizada na várzea do Rio Grande da Pipa, a vertiginosa subida das águas engoliu quase metade da população. O Expresso contabilizou 85 óbitos na conservatória de Vila Franca de Xira, entre as quais duas famílias de quatro pessoas. Na hierarquia da desgraça, seguiu-se o Bairro de Santa Maria, na Paiã (Pontinha, Odivelas), com 22 mortos registados na 8ª conservatória de Lisboa. Era um povoado de muita miséria, em que nem foi possível apurar elementos básicos como a naturalidade, estado civil, filiação e descendência de muitos defuntos.
Pelos assentos, que não indicam as profissões, é impossível avaliar o estatuto económico e social de cada um. Só uma vez, por exemplo, se faz menção a um bairro degradado: o Bairro das Minhocas, na freguesia de Nossa Senhora de Fátima, bem no centro de Lisboa, onde pereceu um habitante da barraca nº 24.037. Mas é inquestionável que muitos dos lugares devastados eram os bairros de lata que enxameavam a periferia da Grande Lisboa e que acolhiam gente a viver na maior das misérias. A chuva, por excessiva, acabou por revelar em toda a sua extensão as condições degradantes em que muitos milhares de pessoas sobreviviam em Portugal.
A estatística da desgraça é arrepiante. No bairro do Pátio do Silvado, em Odivelas, houve uma vintena de mortos e só no nº 21 a força das águas ceifou uma família de seis pessoas e três gerações. A maior tragédia familiar, porém, verificou-se na Quinta da Quintinha, na Póvoa de Santo Adrião (Loures). Todos os sete membros da família Ribeiro Garrido morreram afogados: o pai, Adelino Ferreira Garrido, de 43 anos; a mãe, Amélia da Silva Ribeiro, de 36 anos; e os cinco filhos menores, Adelino (10), Fátima (9), António (7), Filomena (5) e Carlos (2). A família Santa Clara Maçana, da freguesia de Triana (Alenquer), teve um destino desgraçadamente semelhante: o pai e os quatro filhos afogaram-se, tendo sobrevivido apenas a mãe.
Houve vítimas que estavam no local errado à hora errada… Aconteceu com Ana Cristina de Sousa Ribeiro de Abreu, de 1 ano. Com residência na lisboeta e segura Avenida de Roma, nessa noite não estava em casa, tendo aparecido a boiar no Rio Jamor, em Barcarena. O mesmo sucedeu com Sebastião do Carmo Cabaço, de 62 anos. Vivendo normalmente em Alhos Vedros, na outra margem do Tejo, surgiu morto em Ponte de Frielas, concelho de Loures.
Em Cascais não morreu ninguém
Das dez conservatórias então existentes em Lisboa, apenas na 8ª há registos de mortes decorrentes do temporal. É a conservatória correspondente à antiga freguesia da Pena (hoje integrada na de Arroios), onde está situado o Instituto de Medicina Legal de Lisboa, para onde foram transportados os mortos da capital (apenas cinco) e de vários concelhos vizinhos. Alguns começaram por ser enviados para os bancos dos hospitais de São José e Santa Maria, que, confirmado o óbito, os remeteram para a morgue. A esmagadora maioria não foi autopsiada — tal a evidência das causas da morte e a quantidade de cadáveres que a lotaram. A maior parte das certidões de óbito foi lavrada pelo mesmo médico assistente do IMG, Francisco António de Aguiar.
É em Vila Franca de Xira, contudo, que se encontra o maior número de registos: 154, ou seja, 43% do total. Muito por via do que aconteceu no Lugar de Quintas. O livro de assentos da conservatória local totaliza 534 óbitos em 1967, dos quais mais de 28% faleceram na fatídica noite de 25 para 26 de Novembro. No pequeno concelho de Arruda dos Vinhos, dos 85 habitantes que se finaram naquele ano, uma dezena (12%) tem como data de morte o mesmo dia. Na vizinha Alenquer, a percentagem é muito aproximada: 9%.
Mas há várias conservatórias da grande Lisboa onde não existem registos de óbitos provocados pelas cheias. É o caso de Cascais, apesar de ter sido no Estoril que se registaram os maiores índices de pluviosidade, que em apenas cinco horas atingiu um quinto do total anual. Também o livro de assentos de Oeiras nada traz — os mortos deste concelho foram levados para a morgue, em Lisboa, razão pela qual figuram na 8ª Conservatória. O livro de assentos de Benavente também é omisso, apesar de se situar defronte de Vila Franca (na outra margem do Tejo) e ser percorrido pelo rio Sorraia. O Expresso sabe que nas conservatórias de Azambuja, Cadaval, Salvaterra de Magos e Torres Vedras não há igualmente registos de vítimas mortais. O que não significa, como se disse, que não haja mais mortos noutros concelhos do vale do Tejo e na margem Sul. Seja como for, e como disse o geógrafo Fernando da Silva Costa, “permanece por contabilizar com rigor o número de vítimas mortais”. Sem essa pesquisa prévia, nas conservatórias, arquivos, câmaras e cemitérios — um trabalho necessariamente de equipa —, todos os números avançados não passam de simples cálculos e estimativas.
* com Joana Pereira Bastos e Joana Beleza
357 MORTOS
Lista dos óbitos que o Expresso encontrou nas conservatórias. Publicam-se apenas o nome, idade, estado civil e causa da morte. Ordenados por conservatórias, são agregados por concelhos, freguesias e até por alguns povoados. Em destaque algumas famílias que desapareceram nesse trágico fim de semana
Conservatória de Vila Franca de Xira 154
Concelho de Vila Franca de Xira 137
Freguesia de Castanheira do Ribatejo 88
Alberto Ribeiro da Silva, 69, casado. Submersão acidental.
Maria Adília Carreira, 60, viúva. Submersão acidental.
Maria Gormezinda Galveia Avelino, 36, casada, mãe de Ermelinda Maria Galveia da Silva, 7. Submersão acidental.
Lugar das Quintas 84
Adelaide da Purificação, 59, casada. Submersão acidental.
Adelina da Conceição, 88, estado civil ignorado. Submersão acidental.
Agostinho Luis, 58, casado.
Submersão acidental.
André Fernando Ferreira, 7.
Submersão acidental.
Angélica Rosa Ramalho, 44, casada. Submersão acidental.
Antónia das Dores, 66, casada.
Submersão acidental.
António Fernandes Pereira, 72, viúvo. Submersão acidental.
Carlos Alberto Gomes Bernardo, 16, solteiro. Submersão acidental.
Carlos Augusto Pimenta Machado, 17, solteiro. Submersão acidental.
Casimiro Vicente, 65, casado.
Submersão acidental.
Cecília da Conceição Vicente, 77, viúva. Submersão acidental.
Celeste Monteiro, 63, casada.
Submersão acidental.
Desconhecido. Masculino. Aparenta 50 anos. Encontrado nu e sem
qualquer objeto que pudesse servir para facilitar a identificação.
Elvira da Conceição Pereira Cleto, 45, casada. Submersão acidental.
Esmeralda de Jesus Silva, 37,
casada. Submersão acidental.
Gertrudes de Assunção Figueiredo, 83, viúva. Submersão acidental.
Jeremias Gomes Miguel, 19, solteiro. Submersão acidental.
João Augusto Anacleto da Silva, 32, casado. Submersão acidental.
João José da Silva, 77, casado.
Submersão acidental.
Joaquim Ramos de Oliveira
António, 19, solteiro. Submersão acidental.
Joaquina da Conceição Pereira Dias, 49, casada. Submersão acidental.
Joaquina Pereira, 62, divorciada. Submersão acidental.
José Arroja Simões, 39, casado. Submersão acidental.
José Carlos dos Santos Pereira, 25, solteiro. Submersão acidental.
José Pires Monteiro Duarte, 69, casado. Submersão acidental.
José Vicente da Silva, 19, solteiro. Submersão acidental.
Julieta Gomes Lopes Bernardo, 39, casada. Submersão acidental.
Leonice Garcês Lopes, 11.
Submersão acidental.
Leonor dos Santos Baptista, 57, casada. Submersão acidental.
Luzia de Assunção Pereira, 54,
casada. Submersão acidental.
Manuel Pereira, 57, casado.
Submersão acidental.
Maria Angélica Teófilo, 25, solteira. Submersão acidental.
Maria Celeste de Jesus Monteiro, 18, solteira. Submersão acidental.
Maria da Assunção Figueiredo Vicente, 55, viúva. Submersão acidental.
Maria da Conceição Carvalho, 49, casada. Submersão acidental.
Maria da Conceição Jesus, 60, viúva. Submersão acidental.
Maria de Jesus, 53, solteira.
Submersão acidental.
Maria Elvira dos Santos Pereira, 22, solteira. Submersão acidental.
Maria Emília da Conceição
Pereira Dias, 30, casada. Submersão acidental.
Maria Estrela Nunes Mascote, 18, solteira. Submersão acidental.
Maria Germana Paes Garcia Pereira, 42, casada. Submersão acidental.
Maria Gertrudes Ferreira, 51, casada. Submersão acidental.
Maria Isabel Pereira, 59, solteira. Submersão acidental.
Maria João da Purificação Monteiro, 6. Submersão acidental.
Maria José Rodrigues de Carvalho, 14, solteira. Submersão acidental.
Maria Manuela Ferreira Vicente, 31, casada. Submersão acidental.
Maria Rosa, 81. Submersão acidental.
Maria Teresa da Conceição Silva, 14, solteira. Submersão acidental.
Mariana da Conceição, 81, viúva. Submersão acidental.
Mário Pereira Elias, 21, solteiro.
Submersão acidental.
Maximiano de Jesus Vicente, 53, casado. Submersão acidental.
Otília Duarte Crua Mascote, 30, casada. Submersão acidental.
Paulino Garcia, 76, viúvo. Submersão acidental.
Raul da Silva Correia, 56, casado. Submersão acidental.
Sofia da Purificação, 77, viúva.
Submersão acidental.
Teresa da Conceição, 65, casada. Submersão acidental.
Virgílio António Pereira, 69, casado. Submersão acidental.
António Coelho da Graça, 30, casado com Elvira Assunção da Purificação Vicente da Graça, 28, pais de Paulo Vicente da Graça, 2, e de Rui Manuel Vicente da Graça, 7. Os quatro mortos por submersão acidental.
Idálio Vicente Pereira, 28, e Maria Luiza da Conceição Carvalho, 28, ambos solteiros. Pais de José Alexandre de Carvalho Pereira, 4, e de Maria Sousa Carvalho Pereira, 5. Os quatro mortos por submersão acidental.
Mário da Silva Rodrigues, 42, casado com Almerinda de Jesus da Silva, 42, pais de Adérito da Silva Rodrigues, 11. Os três mortos por submersão acidental.
Joaquim José Pereira Pires, 1 ano, irmão de José Manuel Pereira Pires, 7, e de Maria Sousa Pereira Pires, 8. Os três mortos por submersão acidental.
Casimira Pereira Elias, 26, casada, mãe de Anabela Pereira da Costa Vicente, 4, e de Olga Pereira da Costa Vicente, três meses. As três mortos por submersão acidental.
Daniel Pereira Ferreira, 34, casado, pai de Graça Maria Vicente Ferreira, 1 ano. Submersão acidental.
Joaquim Pereira, 75, casado com Guilhermina da Purificação, 74. Submersão acidental.
Manuel Nunes Caldeira Lopes, 35, casado com Maria Gertrudes d’Assunção Garcês, 37. Submersão acidental.
Adriano Vicente, 56, casado com Elisa Rosa da Silva, 51. Submersão acidental.
José da Silva, 54, casado com Isilda da Purificação Vicente, 51. Submersão acidental.
Freguesia de Alverca do Ribatejo 22
Assunção de Sousa Ferreira Canito, 51, casada. Afogamento.
Maria Clara dos Santos Moura
Marcelino, 23, casada. Afogamento.
Maria Felícia Amaro Pascoal, 16, solteira. Submersão acidental.
Manuel Lourenço, 44, casado, pai de Jaime Vicente de Jesus Lourenço, 8, e de Manuel Mateus de Jesus Lourenço, 11. Afogamento.
Ana Maria Soares Palhinha, 11, irmã de Maria Gabriela Soares Palhinha, 13. Afogamento.
Fundo da Quinta da Bola 8
Aida Monteiro de Freitas, 57, solteira. Natural do Brasil. Afogamento.
Isabel Tonelo, 56, casada. Afogamento.
Joaquim Vaz Pinheiro, 58, casado. Afogamento.
Apolinário Marques Pinheiro, 42, casado com Maria Rita Perdigoto, 42, pais de António Perdigoto Pinheiro, 20, solteiro, encontrado no dia 19 de dezembro de 1967, nuns terrenos anexos às Oficinas Gerais de Material Aeronáutico, em Alverca do Ribatejo. Os três mortos por afogamento.
Jerónimo Correia, 55, casado com Piedade Condessa, 52. Afogamento.
Vale da Pedrosa 6
Augusto de Oliveira Valada, 70. Afogamento.
Carlos Manuel Pereira Nunes, 6. Afogamento.
Deolinda Pena Dionísio, 36,
ignora-se estado civil. Afogamento.
Domingos Manuel Fialho, 28, casado. Afogamento.
Maria Luísa Dionísio Carvalho, 4. Afogamento.
Silvana d’Assunção Pinheiro, 53, viúva. Afogamento.
Freguesia de Alhandra 18
Alfredo Esteves, 71, casado. Afogamento.
Emília Rodrigues da Silva, 51,
ignora-se estado civil. Afogamento.
Francisca Soares Ferreira, 74, viúva. Afogamento.
Francisco Ferreira, 60, casado. Afogamento.
João Paulo Lopes Clemente, 2. Afogamento.
Manuel Borges, 64, casado. Afogamento.
Manuel Neto, 72, casado. Afogamento.
Manuel Pereira, 78, viúvo. Afogamento.
Manuel Roque de Carvalho, 69, casado. Afogamento.
Maria Luísa Mangas, 76, viúva. Afogamento.
Piedade Maria, 71, viúva. Afogamento.
José Agostinho dos Santos, 25, casado com Nervina Martins Alves, 22, pais de Natália Alves dos Santos, 2. Os três mortos por afogamento.
Estrada da Subserra 4
Fernando da Fonte Calçada, 17, solteiro. Afogamento.
José Veríssimo Anacleto, 53, solteiro. Afogamento.
Maria José de Sousa, 84, viúva. Afogamento.
Nazaré da Conceição Matos, 60, casada. Submersão acidental.
Freguesia de Calhandriz 5
Constantino Manuel Avelar da Cruz, 5, irmão de Dália Maria Avelar da Cruz, 7, e de Rui Manuel Avelar da Cruz, 8. Os três mortos por afogamento.
António Augusto Duarte Pardal, 40, casado, pai de Armando Augusto Duarte Pardal, 5. Afogamento.
Freguesia de São João dos Montes 3
Joaquim de Carvalho, 78, solteiro. Afogamento.
Maria da Conceição Pinheiro, 47, casada. Submersão acidental.
Maria Luísa da Conceição Cocheno, 18, solteira. Submersão acidental.
Freguesia de Vialonga 1
Maria Isabel Ribeiro da Conceição, 3 anos. Afogamento.
Desconhecido. Masculino.
Aparentando 45 a 50 anos, baixo, forte, de cabelo preto e curto com entradas não muito grandes, vestindo apenas uma camisola e cuecas
brancas e uma camisa de
tecido militar, que foi encontrado cerca das 13h do dia 18 de
dezembro na margem esquerda do rio Tejo, na área da freguesia de Vila Franca de Xira entre Figueirinhas e Faial, deitado de bruços sobre umas pedras, a respeito do qual se ignoram todos os elementos de identificação, sabendo-se ainda que tinha 1,60 m de altura.
Concelho de Alenquer 12
Adélia Rosa Rocha Colaço, 26,
casada. Submersão acidental.
António Garcia, 29, casado.
Submersão acidental.
Dionísio Ribeiro, 45, casado.
Submersão acidental.
Elisabete Maria Desgarrado
Almeida, 3 anos. Submersão acidental.
Gabriela Ribeiro Pereira, 54, casada. Submersão acidental.
Joaquina do Rosário, 29, casada. Submersão acidental.
Manuel Nunes Carvalho, 43, solteiro. Submersão acidental.
Maria de Fátima Brás Ribeiro, 12, solteira, órfã de pai e mãe.
Submersão acidental.
Maria Luísa Mendes da Costa, 2. Submersão acidental.
Salvador Avelar Gonçalves, 32, solteiro. Submersão acidental.
Soledade Ribeiro Pereira, 14,
solteira. Submersão acidental.
Teodolinda de Assunção, 80, viúva. Submersão acidental.
Concelho de Arruda dos Vinhos 3
Francisco Vieira Padeiro, 28, solteiro. Afogamento.
José da Conceição Carvalho, 41, solteiro. Submersão acidental.
Maria Martins da Silva, 68, casada. Submersão acidental.
Concelho de Sobral de Monte Agraço 1
João da Piedade Costa, 33, casado. Submersão acidental.
8ª Conservatória de Lisboa — Instituto de Medicina Legal 108
Concelho de Sintra 8
Freguesia de Queluz 4
José Pereira, 70, casado. Apareceu a boiar, às 9h10 de 27de novembro, no Rio Jamor, em Senhora da Rocha. Submersão por inundação.
Serafim Isaac dos Santos, 45, casado. Apareceu afogado no Rio Jamor, na Cruz Quebrada, Oeiras. Submersão por inundação.
Maria da Purificação de Azevedo Custódia dos Santos, 47, viúva.
Encontrada a 1 de dezembro em
Carnaxide. Submersão por inundação.
Cacilda de Jesus Sousa Pereira, 68, viúva. Encontrada no Rio Jamor. Submersão por inundação.
Freguesia de Agualva-Cacém 4
António dos Santos Lisboa Júnior, 68, casado. Soterramento por avalancha.
Carlos Manuel Correia Bártolo, 3, irmão de Maria da Graça Correia Bártolo, 2, e de Paula Cristina da Silva Bártolo, 3 meses. Causa da morte dos três submersão por inundação.
Concelho de Loures 72
Freguesia de Odivelas 41
José da Mota e Silva, 33, casado. Asfixia por submersão acidental.
Maria Filomena Brás dos Santos, 34, casada. Submersão por inundação.
Joaquim da Conceição Lemos, 35, casado. Submersão por inundação.
Vítor Manuel Campizes Lemos, 12, irmão de Licínio Manuel Campizes Lemos, 6 (cujo cadáver só apareceu a 1 de dezembro). Submersão acidental por inundação.
Silvado 12
Maria da Lurdes Costa, 23, solteira. Submersão por inundação.
Maria de Fátima dos Santos da Silva, 42. Submersão por inundação.
Vítor Manuel da Costa Gameiro, 3. Soterramento por avalancha.
Maria da Natividade Ribeiro, 60, viúva, mãe de Dulce de Jesus
Ribeiro Moreira, 20, casada, mãe
de Maria José Ribeiro Moreira
Duarte, 1 ano. Causa da morte
submersão por inundação, a menina morreu devido a soterramento por avalancha.
Palmira de Jesus Moreira
Gonçalves, 26, casada, mãe de Maria Teresa Moreira Gonçalves, 7, e de Miquelina de Jesus Moreira
Gonçalves, 5. Causa da morte da mãe e da filha mais velha
soterramento por avalancha, a mais nova morreu devido a submersão por inundação.
Francisca Duarte Valadeiro, 16, solteira, irmã de Abílio Garcia Valadeiro, 6, e de Francisco José Garcia Valadeiro, 3. A rapariga morreu devido a submersão por inundação e os rapazes soterramento por avalancha.
Paiã (Pontinha), Bairro de Santa Maria 22
Adelino de Jesus Moreira, 57.
Submersão por inundação.
Alípio Francisco Martins dos Santos, 1 ano. Submersão por inundação.
Ana Emília da Silva Rodrigues, 21. Submersão por inundação.
Ana Maria de Carvalho Barreiros Marques, 3 meses. Submersão por inundação.
António da Conceição
Fernandes, 45, casado.
Submersão por inundação.
António Nogueira, 49.
Submersão por inundação.
Carlos Alberto Rodrigues da Silva, 7. Submersão por inundação.
Dialina Maria Pinto Torres, 17, solteira. Submersão por inundação.
Domingos Manuel Figueiredo da Paz, 1 ano. Submersão por inundação.
Fernando Nunes Sande, 23. Soterramento por avalancha.
Fernando Rodrigues da Silva, 3. Submersão por inundação.
Henriqueta Maria Fragoso, 74. Submersão por inundação.
José Manuel Roque de Almeida, 1 ano. Submersão por inundação.
Maria de Fátima Martins Neves dos Santos, 21. Soterramento
por avalancha.
Maria da Conceição Martins das Neves, 10. Soterramento por avalancha.
Maria dos Santos, 49. Submersão por inundação.
Maria Emília da Silva, 47, solteira. O corpo só apareceu a 1 de dezembro. Submersão por inundação.
Maria Fernanda Pinto Figueiredo da Paz, 23, ignora-se estado civil. Submersão por inundação.
Maria Gracinda, 52, viúva.
Submersão por inundação.
Maria Henriqueta Sineiro Martins, 31. Submersão por inundação.
Maria Pereira de Carvalho
Barreiros Marques, 40. Submersão por inundação.
Moisés Jorge da Conceição Roque, 2 meses. Submersão por inundação.
Paiã (Pontinha), Quinta do Olímpio 2
Alberto de Carvalho, 50. Submersão por inundação.
Carlos Alberto de Jesus, 5.
Soterramento por avalancha.
Freguesia da Póvoa de Santo Adrião 24
Albertina da Conceição
Pereira Ventura, 74. Submersão por inundação.
Fernando de Oliveira Ramos, 7. Submersão por inundação.
Joaquim Ramos, 70, casado.
Submersão por inundação.
Prudêncio de Sá Lage, 67, solteiro. Soterramento por avalancha.
Jerónimo Marta Ceia, 56, casado com Maria da Conceição Almeida Ceia, 58. Submersão por inundação.
Gracinda de Jesus Rodrigues Gameiro de Oliveira, 26, casada, mãe de Maria de Fátima Gameiro de Oliveira, 3. Causa das mortes submersão por inundação.
Quinta da Várzea 9
António Castanheira, 58, casado. Submersão por inundação.
Emília Rosa Derriça Machado, 41, casada. Submersão por inundação.
Florinda Maria Arroja, 68, viúva. Submersão por inundação.
Manuel Gonçalves. Ignora-se idade e estado civil. Submersão por inundação.
Maria Luísa Ribeiro da Cunha
Teixeira, 18, casada. Submersão
por inundação.
Marta Maria Amaral, 29, casada. Submersão por inundação.
Ramiro José Teixeira Costa, 3.
Submersão por inundação.
Rosa Gonçalves, 42, solteira.
Submersão por inundação.
Vitória Maria, 58, casada.
Submersão por inundação.
Quinta da Quintinha 7 (família Garrido)
Adelino Ferreira Garrido, 43, casado com Amélia da Silva Ribeiro, 36, pais de Adelino Ribeiro Garrido, 10; Maria de Fátima Ribeiro Garrido, 9; António Baptista da Silva Garrido, 7; Maria Filomena da Silva Ribeiro Garrido, 5; e Carlos Jorge da Silva Garrido, 2. Causa de morte dos sete submersão por inundação.
Freguesia de Bucelas 2
Joaquim Amante Gregório, 67,
casado. Submersão por inundação.
José Rosa Serra, 19, solteiro.
Submersão por inundação.
Freguesia de São Julião do Tojal 2
Lice ou Alice da Conceição, 60, solteira. Submersão por inundação.
José Carlos Mendes de Castro, 50, viúvo. Asfixia por soterramento por avalancha.
Freguesia de Santo Antão do Tojal 1
Manuel Gonçalves. Ignora-se idade e estado civil. Soterramento por avalancha.
Freguesia de Sacavém 1
Manuel Rodrigues, 45, casado. Submersão por inundação.
Freguesia de Frielas 1
Sebastião do Carmo Cabaço, 62, casado. Submersão por inundação.
Concelho de Oeiras 22
Freguesia de Carnaxide 6
João Pôla, 70, viúvo. Soterramento por avalancha.
Manuel Joaquim da Praça Moura Matado, 34, solteiro. Submersão por inundação.
Maria Bárbara Rafael, 62, casada. Submersão por inundação.
Maria Joaquina Raposo, 53, solteira. Soterramento por avalancha.
Maria Luísa Lopes Rodrigues Brás, 40, casada. Submersão por inundação.
Sebastião Desidério, 52, solteiro. Submersão por inundação.
Freguesia de Paço de Arcos 6
José Gonçalves Afonso, 29, solteiro. Soterramento por avalancha.
Maria de Lurdes de Almeida Sousa Dias, 5. Submersão por inundação.
Maria Luísa Mota, 62, viúva.
Submersão por inundação.
Maria de Senhora de Carvalho, 52, viúva, mãe de António Carvalho Catarino, 28, casado, pai de Joaquim Augusto dos Santos Catarino, 2. Causa das mortes submersão por inundação, no caso da senhora, soterramento por avalancha, no caso do pai e filho.
Freguesia da Amadora 5
Custódia Maria Filipe Valente, 8 meses. Submersão por inundação.
Fernanda Maria Ernesto Alves, 4. Submersão por inundação.
Maria do Céu Patrocínio, 38, solteira, mãe de Maria Alice Capelo, 4, e de Maria de Jesus Capelo, 1. Causa de morte das três submersão por inundação.
Freguesia de Oeiras 3
José Manuel Madureira, 43, casado com Maria Alves Gonçalves Madureira, 33, pais de Maria da Conceição Gonçalves Madureira, 9. Causa da morte do casal soterramento por avalancha, a filha morreu devido a submersão por inundação.
Freguesia de Barcarena 2
Maria Carolina Rolo Pinto, 8.
Soterramento por avalancha.
Maria Sofia Viana, 21, solteira.
Soterramento por avalancha.
Concelho de Lisboa 5
Ana Cristina de Sousa Ribeiro de Abreu, 1 ano. Apareceu a boiar no Rio Jamor, na freguesia de Barcarena. Submersão por inundação.
Germano dos Santos Rolim, 34,
casado. Soterramento por avalancha.
Manuel Augusto Correia, 7,
residente no Bairro das Minhocas, barraca 24037, freguesia de Nossa Senhora de Fátima. Submersão por inundação.
Manuel Joaquim Santos Correia, 33, solteiro. Submersão por inundação.
Rosa Maria dos Santos, 86, viúva. Soterramento por avalancha.
Concelho de Vila Franca de Xira 1
José Carlos Ramos Basílio, 14, solteiro. Eletrocussão por avalancha.
Conservatória de Loures 43
Concelho de Loures 43
Freguesia de Loures 26
Alice Maria Martins Alminha, 3. Afogamento.
António Ferreira Lopes, 44, casado. Afogamento.
António Porfírio, 39, solteiro. Afogamento.
Cesariano Pinto, 29, solteiro. Afogamento.
José de Sousa, 67, viúvo. Afogamento.
Marta da Conceição Silva, 51,
ignora-se estado civil. Afogamento.
Paulo Sousa Giade, 60, casado. Afogamento.
Rui d’Oliveira, 45, casado. Afogamento.
Vicente Francisco Simões João, 23, solteiro. Afogamento.
Brás Carapinha Cuba, 35, casado com Catarina Rosa Mira, 30, pais de Manuel Rosa Cuba, 6, e de Maria Rita Rosa Mira Carapinha, 4. Todos mortos por afogamento.
Henrique Caetano Dias, 30, casado com Laurinda Gertrudes dos Santos Dias, 28, pais de Júlio dos Santos Dias, 7, e de Henrique Manuel dos Santos Dias, 2. Todos mortos por afogamento.
Júlio da Silva Burmeira, 43, casado, pai de José António Vaz da Silva Burmeira, 6, e de Hernâni Vaz da Silva Burmeira, 3. Mortos por afogamento.
Maria Dolores Cristiano de Oliveira, 10, irmã gémea de Maria Virgínia Cristiano de Oliveira, 10. Ambas mortas por afogamento.
Maria de Jesus Capitão dos Santos, 10, irmã de Fernanda Maria Capitão dos Santos, 7. Ambas mortas por afogamento.
Maria José Restolho Ferreira, 17, solteira, irmã de Germana Maria Restolho Ferreira, 10. Ambas mortas por afogamento.
Freguesia de Odivelas 7
Abílio Mateus Júnior, 42, solteiro. Afogamento.
Albino Teixeira Alves, 56, casado. Afogamento e submersão acidental.
Balbina Maria, 79, viúva.
Afogamento e submersão acidental.
Emília Rosa Derriça Machado, 41, viúva. Afogamento e submersão acidental.
Florinda Maria Duarte, 68, casada. Afogamento e submersão acidental.
Fortunato Maria Carlos, 48, solteiro. Afogamento e submersão acidental.
José Maria Lobo Baião, 42, casado. Afogamento e submersão acidental.
Freguesia de Frielas 5
Bárbara Maria, 76, viúva. Afogamento.
Belarmina de Oliveira, 37, solteira. Afogamento.
Felisberto Rufino de Campos, 37, casado. Afogamento.
Guilhermina Maria Lopes, 55,
ignora-se estado civil. Afogamento.
Maria da Piedade Mota, 82, solteira. Afogamento.
Freguesia de Unhos 4
Maria da Conceição, 37, casada. Afogamento.
Virgínia Pereira de Carvalho, 36, casada, mãe de Maria da Conceição Pereira de Carvalho, 12, e de Maria Helena Pereira de Carvalho, 9. As três mortas por afogamento.
Freguesia de Santo Antão do Tojal 1
Maria Cecília, 85, solteira. Afogamento.
Conservatória de Alenquer 30
Concelho de Alenquer 30
Freguesia de Cadafais 19
Albertina da Conceição Rabaça Desgarrado, 37, casada. Afogamento acidental.
Ana Paula Mendes da Costa, 5.
Afogamento e asfixia acidental.
Carlos Alberto Lopes Rodrigues, 17, solteiro. Asfixia por submersão acidental.
Carlos Joaquim Merceano Simões, 11. Asfixia por afogamento acidental.
Clotilde de Assunção, 73, viúva. Afogamento acidental.
Lino de Assunção Henriques, 30, casado. Asfixia por afogamento acidental.
Maria Clotilde Brás Ribeiro, 12.
Asfixia por afogamento acidental.
Maria José Brilha de Oliveira, 30, casada, mãe de Ana Vitória Brilha de Oliveira António, 3, e de Raul Jorge Brilha de Oliveira António, 5. Causa da morte da mãe e da filha afogamento acidental, o filho morreu devido a submersão acidental.
Antónia de Carvalho Brás, 40, casada, mãe de Maria Teresa Carvalho Ribeiro, 16, solteira. Mortas por afogamento e submersão acidental.
Quinta das Amendoeiras 7
Conceição Pereira Esteves, 28, casada. Afogamento acidental.
José Domingos Paixão da Luz Pedro, 3. Afogamento acidental.
Maria do Céu Rocha Rodrigues, 4. Afogamento acidental.
Maria Elisa Ferreira Marciano, 33, casada. Afogamento acidental.
Mariana Ferreira, 61, viúva.
Afogamento acidental.
Nuno Luís Oliveira, 32, solteiro. Afogamento acidental.
Vicente Oliveira Grilo, 28, casado. Afogamento acidental.
Freguesia de Triana 11
Alexandrina da Conceição Parruca, 68, casada. Síncope cardíaca, por afogamento acidental.
América Conceição Franco, 21, solteira. Asfixia por afogamento.
António José Póvoa Murteira, 19, solteiro. Asfixia por afogamento.
António Mendes dos Reis, 68,
casado. Afogamento por imersão.
Eduarda dos Santos Barroca, 50,
solteira. Asfixia por afogamento.
Iria Eliziário, 67, ignora-se estado civil. Afogamento acidental.
Manuel Rogério Martins Maçana, 38, casado, pai de Maria Manuela Santa Clara Maçana, 11, de Ana Bela Santa Clara Maçana, 6, de Rogério Lúcio Santa Clara Maçana, 4, e Maria Adelaide Santa Clara Maçana, 2. Os cinco mortos por afogamento acidental.
Conservatória de Arruda dos Vinhos 10
Concelho de Arruda dos Vinhos 9
António Rodrigues Júnior, 60,
solteiro. Afogamento e submersão.
Augusto Guedes Morgadito, 69. Afogamento acidental.
Elvira Baptista Cacilhas, 47, casada. Afogamento.
Elvira da Conceição Oliveira, 42, solteira. Afogamento acidental.
José Quintino Lourenço, 49, casado. Afogamento acidental.
Maria Martins da Silva, 69, solteira. Afogamento acidental.
Paula Lima da Silva, 59, casada. Afogamento acidental.
Maria de Jesus Henriques Morgadito, 38, casada, mãe de Adelina Maria da Silva Morgadito, 5. Afogamento causado por tempestade.
Concelho de alenquer 1
Ermelinda de Assunção Ribeiro, 47, casada. Afogamento acidental.
Conservatória de Sintra 9
Concelho de Sintra 9
Freguesia de Queluz 6
Fortunata da Conceição Ribeiro, 43, solteira. Asfixia respiratória por submersão acidental.
Laura Gertrudes Simão, 52, casada. Asfixia respiratória por submersão acidental.
Maria Cecília Sousa Neves Ribeiro, 14, solteira. Afogamento por
submersão acidental.
Maria da Piedade Martinho, 46, casada. Asfixia respiratória por
submersão acidental.
Natividade da Conceição Ribeiro da Silva, 26, casada, mãe de Emanuel de Jesus Ribeiro da Silva, 7. Asfixia respiratória por submersão acidental.
Freguesia de Belas 3
Florbela Silva Ferrão, 3. Afogamento.
Maria da Luz Alberto, 71. Afogamento.
Maria do Rosário da Costa Oliveira, 1 mês. Afogamento.