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‘Geringonça’ de direita nos Açores com nomeações recorde e família à mistura

Custos adicionais com cargos de nomeação política próximos dos dois milhões anuais. Atual executivo diz que “contas fazem-se no fim”. Socialista Vasco Cordeiro aponta “contradição entre declarações e prática”

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EDUARDO COSTA/LUSA

A fatura é quase dois milhões de euros mais pesada do que a anterior. Ao fim de quatro anos, os cargos de nomeação política do governo regional dos Açores vão custar quase oito milhões de euros a mais aos contribuintes açorianos. O elenco também engorda relativamente ao anterior e há uma complexa teia de nomeações de familiares, confirmou o Expresso.

O executivo, liderado pelo social-democrata José Manuel Bolieiro, resulta do acordo político entre o PSD, o CDS e o PPM, válido para duas legislaturas, e de acordos de incidência parlamentar com o Chega e o Iniciativa Liberal. Relativamente ao anterior, presidido pelo socialista Vasco Cordeiro, o atual governo tem mais um secretário regional e mais um subsecretário regional. Cada um destes tem no seu respetivo gabinete um chefe de gabinete, dois adjuntos e um secretário pessoal. Há também mais dois adjuntos e uma secretária pessoal, mais oito diretores regionais ou cargos equiparados, e mais dez técnicos especialistas nos gabinetes dos membros do governo regional a auferirem uma remuneração pelo menos equivalente à de um adjunto, cerca de €3300 brutos. Pelo meio, há cerca de uma dezena e meia de familiares, ligados ao governo ou aos seus partidos, nomeados para cargos públicos ou em vias de o serem.

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