No passado dia 29 de Julho, a Inova-Ria completou cinco anos de existência. A associação tem por objecto a criação e consolidação de um "cluster" de telecomunicações que contribua para o desenvolvimento e competitividade da região de Aveiro.
Ao fim deste tempo, é legítimo considerar que a decisão tomada foi a mais acertada: o número de empresas cresceu de 15 para 45; o volume de negócios passou de 64M€ para 112M€; o emprego qualificado (73% são quadros licenciados) evoluiu de 649 para 1190 pessoas.
A Inova-Ria pretende agora iniciar um novo ciclo, assente num grande projecto estruturante, designado por Riapolis.
O objectivo do Riapolis é criar uma infra-estrutura moderna e adequada para a localização das PME da rede, apostando na proximidade como forma de incrementar sinergias e multiplicar negócios. O Riapolis deverá permitir alojar 1000 postos de trabalho em 2015, dos quais 500 deverão estar disponíveis em 2011.
As primeiras estimativas apontam para um investimento superior a 15M€, envolvendo uma área total de terreno de 20.000 a 25.000 m2 para uma área útil de construção de 12.000 a 15.000 m2.
A execução do Riapolis pressupõe a constituição de um consórcio, liderado pela Inova-Ria, que se pretende venha a incluir a Universidade de Aveiro, a autarquia onde a infra-estrutura vier a ser localizada, a GAMA/AMRIA, um parceiro financeiro, um parceiro imobiliário e um parceiro com experiência na construção e gestão de projectos deste tipo. Seria também importante atrair um investidor estrangeiro com experiência relevante.
Espera-se que o financiamento do Riapolis possa ser enquadrado no âmbito do QREN, no Programa Operacional da Região Centro, no Eixo 1 - Competitividade, Inovação e Conhecimento, ao nível dos projectos de infra-estruturas, equipamentos e redes de suporte à actividade empresarial; e Acções colectivas de desenvolvimento empresarial.
A única forma de garantir o futuro é participar na sua construção. O Riapolis é um projecto estruturante que irá mobilizar as actuais empresas da Inova-Ria, atrair novos investimentos e envolver os principais actores locais e regionais.
Paulo Nordeste, engenheiro