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Opinião

O estado da nação. Já podemos ir ao banco

Marcelo está aflito. Tão aflito que pediu ajuda aos empresários. Mas o seu grito de impotência faz parte do estado da nação

23-07-2021

O deslize de António Costa quando Ursula von der Leyen lhe garantiu que a primeira parcela da bazuca caía este verão — “Já posso ir ao banco?” — não foi um deslize. É mesmo uma trave-mestra do edifício que o primeiro-ministro vai tentar erguer. Ou do qual quererá, pelo menos, lançar as primeiras pedras, isto caso daqui a dois anos (é um instante) resolva sair de cena. Quem o ouviu esta semana a discursar no Parlamento sobre o estado da nação ou a proclamar coisas tão extraordinárias como a libertação do país em setembro ou o melhor ano de sempre em investimento estrangeiro, duvida que tanto entusiasmo o leve a trocar a pátria seja pelo que for. Mas faça Costa o que fizer em 2023, já sabemos o que fará até lá. Irá ao banco e distribuirá milhões.