Não faço ideia se o vice-almirante Gouveia e Melo é uma pessoa competente. Quem o conhece tem vindo a público dizer que sim e por agora isso chega-me. Apesar de, ao contrário do seu antecessor, não ter qualquer relação com o Serviço Nacional de Saúde, com qualquer questão relacionada com saúde pública e com a rede que será fundamental na segunda e terceira fases de vacinação, estou certo que as suas capacidades de comando, de gestão logística e de reação em ambiente de pressão lhe garantirão um bom desempenho das funções. Não farei com Gouveia e Melo o que foi feito com Francisco Ramos. Porque acredito que não podemos continuar a bombardear aqueles de quem dependemos para que isto corra bem.
Do inferno salvam-nos os políticos que nos fazem puros
Vivemos num país desigual e é nas estruturas intermédias, mais próximas e menos controladas, que isso é mais evidente. Em Portugal, sofre o pobre que não conhece um médico, um advogado, um funcionário, um diretor de uma escola ou de um lar sem vagas. Há uma minoria, mais alargada do que admitimos, que responsabiliza os políticos por tudo o que conhece ou pratica no seu quotidiano. Felizmente para o novo líder da task-force, os militares não cumprem a função social de serem portadores da culpa coletiva
17-02-2021
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