Chamava-se António, era professor de Educação Visual, de Coimbra, e a roleta da distribuição de professores atirou-o para os subúrbios de Lisboa, para uma escola preparatória com condições razoáveis, onde nos deu aulas e foi nosso diretor de turma no ano letivo 88/89. Costumava levar uma meia de cada cor e suspeitávamos que não era de propósito. Tinha o ar distraído que, na nossa incipiente conceção do mundo, associávamos aos génios e aos excêntricos.
A grande beleza
Uma crónica sobre o mundo tal como o desconhecemos, dos grandes temas da atualidade às questões insignificantes do quotidiano. Todas as quintas-feiras nos Exclusivos do Expresso
07-01-2021
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