Morreu Rush Limbaugh, um dos mais incendiários apresentadores de rádios dos Estados Unidos, pioneiro das rádios políticas independentes e a maior influência dos vários radialistas amadores que, principalmente nos últimos cinco anos anos, se dedicaram à atividade de defender os ideais da ala mais conservadora do Partido Republicano através da rádio.
Não conseguiu vencer o cancro de pulmão que no início de fevereiro o levou para longe do éter mas a sua morte, aos 70 anos, foi anunciada pelo mesmo microfone que usou durante 32 para desfiar semanalmente com acidez os pecados democratas - foi assim que conquistou a fama. “Sei que não sou a Limbaugh que esperavam ouvir hoje. Eu, como vocês, preferia que fosse o Rush aqui atrás deste microfone dourado a dar a boas-vindas a toda a gente para mais uma edição de três fantásticas horas de programa. É com profunda tristeza que vos informo que o nosso querido Rush, o meu adorado marido, morreu esta manhã devido a complicações provocadas pelo cancro de pulmão de que sofria”, disse Katheryn Limbaugh, mulher do radialista.
Estrela da rádio e da desinformação
Cinco anos antes do diagnóstico, num dos vários exemplos de desinformação que tinha o poder de transmitir, disse no seu programa que os fumadores passivos não estão expostos a um risco acrescido de contrair problemas pulmonares - mas estão, um dado adquirido entre a comunidade científica já há muitos anos. “É verdade que toda a gente que fuma morre mas toda a gente que come cenouras também morre.”