Os catalães vão votar este domingo, na maior das incertezas sobre os resultados das eleições autonómicas. A disputa é vital não apenas para o normal desenvolvimento desta importante região espanhola como para a estabilidade política de todo o país. As sondagens convergem na previsão de um triplo empate entre as duas maiores forças independentistas e a sucursal local do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE, centro-esquerda), todos com pouco mais de 20% dos votos e cerca de 30 deputados (num total de 135). Mais difícil é vislumbrar possibilidade reais de formação de um governo estável.
A hipótese mais viável parece ser, em teoria, a reedição do acordo entre as forças separatistas que governam a Catalunha há quatro anos — Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) e Juntos pela Catalunha (JxC, do ex-presidente Carles Puigdemont) —, não raro em confronto uma com a outra. Quarta-feira anunciaram um pacto com outros independentistas — Partido Democrata Europeu Catalão (PDeCat, cisão do JxC) e Candidatura de Unidade Popular (CUP, esquerda radical) — para nenhum destes partidos negociar a formação do próximo executivo regional com Salvador Illa, candidato do Partido dos Socialistas Catalães (PSC, filial do PSOE).