“A política cria estranhos companheiros de cama”, sentenciou há anos uma das maiores referências do conservadorismo espanhol, Manuel Fraga Iribarne. Hoje esta celebrizada frase do fundador do Partido Popular (PP, centro-direita) vê-se comprovada pela aproximação entre protagonistas da vida pública tão distantes como Pablo Iglesias — segundo vice-primeiro-ministro espanhol com a pasta dos Direitos Sociais, além de líder da aliança Unidas Podemos (UP, esquerda populista, coligado com o Partido Socialista Operário Espanhol no Governo) — e Sergei Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros russo e um dos colaboradores mais próximos do Presidente Vladimir Putin.
Os governantes espanhol e russo coincidiram em recentes críticas à qualidade da democracia espanhola. Em causa estão as eleições regionais da Catalunha, no próximo domingo, 14 de fevereiro.