A Catalunha vai a votos este ano e, como em Portugal, a data das eleições gera polémica. Se a barreira constitucional ao adiamento das presidenciais portuguesas não evitou críticas aos que tiveram meses para pensar no assunto e não parecem tê-lo feito, para os catalães a data para ir às urnas ainda é incógnita. De início marcadas para 14 de fevereiro, o governo regional adiou-as para 30 de maio argumentando que a pandemia as tornava dificilmente viáveis, mas foram repostas na data original por uma resolução do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha (TSJC).
Esta instância jurídica regional terá de pronunciar-se definitivamente até 8 de fevereiro sobre o fundo da questão: a inexistência de base legal suficiente para o adiamento decretado pelo governo, que está em gestão. O tribunal rejeitou os primeiros recursos apresentados pelo Executivo catalão e manteve a suspensão cautelar do adiamento solicitado. O mais provável é que se vote mesmo no dia 14.