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Fontes de informação credíveis valem 11, numa escala de 1 a 10

Nunca foi tão importante contar com meios de comunicação social, produtores de conteúdos e opinion makers credíveis que sabem do que falam e que ajudam a compreender. Este é um dos desafios que se colocam numa época em que o imediatismo digital domina, e em que a verificação de factos ainda não é uma prática generalizada na sociedade. Temas que estarão em debate na conferência ‘Parar para Pensar: Media, informação e fake news’, na quarta-feira, 13 de julho, às 19h30, em direto através da página de Facebook do Expresso
D.R.

Fátima Ferrão

A velocidade com que a informação circula e chega de um lado ao outro do mundo praticamente em tempo real permite que uma cada vez maior fatia da população global tenha acesso ao que se passa. Mas, esta corrida contra o tempo e as barreiras geográficas físicas tem o lado perverso da manipulação, da falsidade ou da incorreção, que nem sempre é possível eliminar. Através das plataformas digitais, os conteúdos chegam, muitas vezes sem serem sequer solicitados, de fontes que nem sempre são credíveis, produzidos com o objetivo de distorcer factos ou de, simplesmente, criar ‘soundbytes’ que distraem e desinformam. “Nunca foi tão fácil separar o que é verdadeiro do que é mentira, porque nunca se fez tanta coisa através de tantos dispositivos permanentemente ligados à internet”, diz Francisco Teixeira que, no entanto, aponta o paradoxo desta realidade: “nunca o desafio de separar o trigo do joio, a mentira da verdade foi tão exigente e tão essencial. É cada vez mais crucial, mas também mais difícil”.

Para o general manager & partner da Hill+Knowlton Strategies, as fontes credíveis valem hoje 11, numa escala de 1 a 10 e, por isso, defende, “neste contexto, é central termos quem nos ajude a compreender, a reter, a filtrar”. Um papel que cabe aos órgãos de comunicação social, aos produtores de conteúdos e aos líderes de opinião credíveis defende o especialista em comunicação, que marcará presença no debate desta quarta-feira.

“Os Media têm e dão o valor e garantia de qualidade, autenticidade e veracidade do que comunicam”, Luís Mergulhão, presidente e CEO do Omnicom Media Group

Uma opinião totalmente partilhada por Luís Mergulhão, que também tem presença garantida na conferência ‘Parar para Pensar: Media, informação e fake news’, a última de um ciclo de seis, promovida pelo Expresso com o apoio da Deco Proteste. “Os Media têm e dão o valor e garantia de qualidade, autenticidade e veracidade do que comunicam e que a sua marca tem perante os cidadãos”, defende o presidente e CEO do Omnicom Media Group.

No entanto, esta realidade coloca desafios aos órgãos de comunicação social, mas também um dilema crucial: é preciso comunicar acontecimentos e eventos de uma forma quase imediata, sob pena de ficarem ultrapassados na mediatização massificada dessas situações por redes sociais, mas, em simultâneo, têm que obter uma certificação e a garantia da fidedignidade das suas fontes. “Não há uma solução fácil para este dilema, mas fazer um bom jornalismo nunca foi fácil”, diz Luís Mergulhão que, acrescenta: “É um bom desafio!”.

Para o debate, aos dois especialistas da comunicação juntam-se ainda Bernardo Ferrão, jornalista da SIC, e Sandra Maximiano, professora associada do ISEG. A conversa será moderada pela jornalista da SIC, Marta Atalaya, e transmitida através do Facebook do Expresso, a partir das 19h30.

58%

é o peso das redes sociais na disseminação de informação falsa

PARAR PARA PENSAR: MEDIA, INFORMAÇÃO E FAKE NEWS

O que é?

A conferência "Parar para Pensar: Media, informação e fake news" é a última de um ciclo de seis, promovido pelo Expresso com o apoio da Deco Proteste, e que tem como objetivo pensar sobre temas estruturantes no pós-pandemia.

Quando, onde e a que horas?

No dia 13 de julho, às 19h30, para assistir em direto na página de Facebook do Expresso.

Quem são os oradores?

  • Bernardo Ferrão, SIC
  • Francisco Teixeira, General Manager & Partner, Hill+Knowlton Strategies
  • Luís Mergulhão, Presidente e CEO, Omnicom Media Group
  • Sandra Maximiano, professora associada, ISEG

Porque é que este tema é central?

Nunca, como hoje, houve tanta informação produzida e acessível através das diferentes plataformas, mas a tecnologia trouxe novos desafios. Qualquer pessoa pode ser produtora de conteúdos, o que levanta sérios problemas de verificação de veracidade, conformidade e isenção dos próprios conteúdos. A manipulação da informação teve impacto visível, por exemplo, nas eleições americanas e nos movimentos "antiVAX" e, mais recentemente, com a Guerra da Ucrânia assistimos a um fluxo de conteúdos quase em tempo real, mas, ao mesmo tempo, a um desequilíbrio no acesso à informação dos dois lados em disputa assim como muita contrainformação. Quais os impactos e desafios que se colocam nestes tempos de imediatismo mediático e quais os desafios para evitar a desinformação serão alguns dos temas em debate.

Onde posso assistir?

Simples, clicando AQUI