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Imobiliário. Investimento na compra de armazéns supera €500 milhões até julho

Logística. É o montante mais alto alguma vez transacionado em Portugal no sector de ativos industriais e logísticos

Nos últimos 15 anos, a compra e venda de ativos logísticos — como um armazém ou um centro de distribuição de um hipermercado — foi tão escassa que nas apresentações à imprensa ao longo desse período pouco ou nada havia a dizer sobre este sector. Os arrendamentos eram escassos, as rendas mantinham-se, não havia novos projetos nem reabilitações e a compra e venda de ativos pouco passava dos €100 milhões, aliás, até há registo de um ano em que nem chegou aos €40 milhões. Houve apenas uma exceção, em 2017, em que foram transacionados €345 milhões, “porque houve uma operação grande”, explica Nuno Nunes, responsável pela área de investimento na CBRE.

Mas este ano haverá não só uma exceção mas também um recorde. Aliás, já está a haver. De acordo com dados desta consultora — os únicos até julho deste ano —, a compra e venda de ativos industriais e logísticos foi de €563 milhões nos primeiros sete meses de 2022, o que compara com os €69 milhões de todo o ano de 2021 (ver tabela). Além disso, de acordo com a média das estimativas de três das maio­res consultoras imobiliárias a operar em Portugal — CBRE, JLL e Cushman & Wakefield —, as transações totais de ativos industriais e logísticos chegarão aos €700 milhões este ano, “algo nunca antes visto em Portugal neste sector”, repara Nuno Nunes, que não descarta a possibilidade de se chegar ainda mais longe. “Se os astros se alinharem, até pode chegar aos €800 milhões, o que significaria que cerca de um milhão de metros quadrados trocaria de mãos durante este ano.”

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