Economia

TAP com prejuízo de 365,1 milhões no primeiro trimestre de 2021

Marc Najera/Unsplash

“A pandemia de covid-19 continuou a atrasar a recuperação da procura, com um aumento dos casos e novas restrições nas viagens durante os primeiros três meses de 2021”, adianta a companhia aérea em comunicado

31-05-2021

A TAP perdeu 365,1 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, um período marcado por restrições nos voos e na mobilidade das pessoas. “Os resultados do primeiro trimestre de 2021 [1T21] foram significativamente afetados pelo impacto da covid-19”, justifica a empresa num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

“O resultado líquido foi negativo em 365,1 milhões, dos quais 109,8 milhões dizem respeito a diferenças de câmbio líquidas”, devido à desvalorização do euro face ao dólar. Ainda assim, em termos homólogos, isto é, no primeiro trimestre do ano passado o prejuízo tinha sido maior - 395 milhões de euros. Registou-se também uma melhoria de 164,6 milhões face aos resultados negativos do último trimestre de 2020.

“Embora se tenham observado alguns sinais de recuperação da procura em janeiro, foram impostas restrições adicionais nos voos e à mobilidade das pessoas em fevereiro e em março nos países onde a TAP opera, que forçaram a empresa a ajustar a sua capacidade rapidamente. Assim, em 31 de janeiro, a TAP anunciou a suspensão de cerca de 93% da sua operação durante o mês de fevereiro de 2021”, diz ainda o comunicado.

Além disso, nos primeiros três meses do ano, “a capacidade e os rendimentos operacionais [receitas] caíram 81% e 74% em termos homólogos, respetivamente”. E, segundo a companhia aérea, isto relaciona-se com a depreciação do euro face ao dólar, “que tem um forte impacto nas rendas futuras de aeronaves”. O EBITDA foi também negativo: -104,1 milhões de euros.

Para os próximos meses, e de acordo com a Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA),” espera-se uma recuperação parcial da procura, com a redução das restrições nas viagens, apoiada pela implementação dos planos de vacinação e por procura reprimida”. Assim, espera-se que este ano fique em 52% dos valores globais de passageiros de 2019 (pré-pandemia), sendo que “a TAP está pronta para ajustar a sua capacidade e responder a um aumento de procura”.