Os lucros da Navigator caíram 35,1% em 2020, face ao ano anterior, para 109,2 milhões de euros.
Durante o ano passado, fortemente marcado pelo impacto da pandemia em toda a atividade económica, a empresa produtora de papel e pasta de papel reduziu ainda o seu endividamento em 35 milhões de euros, situando-se agora em 680 milhões de euros.
A Navigator registou um volume de negócios de 1.385 milhões de euros – menos 17,9% que em 2019 -, tendo as vendas de papel representado cerca de 68% do volume de negócios, as vendas de pasta 11%, as de tissue (lenços de papel, papel-toalha e outros de baixa gramagem) 10% e as vendas de energia igualmente 10%.
Ano marcado por "queda expressiva" no consumo de papel
De acordo com a empresa, “o ano de 2020 ficou marcado pela queda expressiva no consumo global de papel de impressão e escrita, em resultado da pandemia, sobretudo no segundo trimestre, tendo-se assistido no terceiro e quarto trimestres a uma recuperação expressiva, particularmente na Europa”.
Neste contexto, a Navigator “evidenciou uma forte flexibilidade e resiliência no seu modelo de negócio, ajustando-se de forma ágil às alterações de mercado e atuando significativamente em toda a sua base de custos fixos e variáveis”, lê-se ainda no comunicado emitido esta segunda-feira pela empresa.
Ao nível dos investimentos o destaque no ano que passou foi para a conclusão e arranque da nova caldeira de biomassa instalada na unidade industrial da Figueira da Foz, o que irá permitir a redução das emissões de CO2 do Grupo em mais de 30% em 2021, atingindo assim já este ano 1/3 da redução anunciada para a neutralidade carbónica em 2035.
O valor global dos investimentos em 2020 cifrou-se em 81 milhões de euros (que compara com 158 milhões de euros em 2019). Este montante inclui maioritariamente investimentos direcionados para a manutenção da capacidade produtiva e melhoria de eficiências.