Há 15 anos a desempenhar funções executivas na banca fora de Portugal, António Horta Osório anunciou esta semana que vai sair do britânico Lloyds em junho de 2021, com um ano de avanço sobre o final de mandato. Fecha-se assim um ciclo de 10 anos, durante o qual o banqueiro português esteve ao leme de uma profunda reestruturação do histórico banco, intervencionado pelo Estado em 2011, que implicou despedimentos, fecho de balcões e muitas dificuldades pelo caminho.
Um percurso exigente também a nível pessoal. Poucos meses depois de chegar ao Lloyds, entrou em burnout e foi obrigado a fazer uma pausa de alguns meses. Desde então tem sido uma voz recorrente a alertar para os problemas da saúde mental. Regressou ao banco para completar o desafio a que se tinha proposto: devolver aos contribuintes britânicos os 20 mil milhões de libras (€22 mil milhões) que lá injetaram. Fê-lo em maio de 2017 e proporcionou um ganho de €1000 milhões para o Tesouro britânico.
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