Economia

António Horta Osório: “O meu futuro está em aberto e não excluo Portugal”

António Horta Osório sai do Lloyds em junho de 2021. Para conseguir devolver o dinheiro que o Estado meteu no banco, despediu mais de 20 mil trabalhadores, fechou balcões e apostou no digital
tiago miranda

António Horta Osório, presidente do Lloyds, em declarações ao Expresso depois de anunciar a sua saída do banco britânico no próximo ano não revela o que irá fazer a partir de junho 2021, mas não exclui voltar a Portugal, e coloca até a hipótese de trabalhar noutro setor que não o bancário, ao qual dedicou toda a sua carreira

10-07-2020

Há 15 anos a desempenhar funções executivas na banca fora de Portugal, António Horta Osório anunciou esta semana que vai sair do britânico Lloyds em junho de 2021, com um ano de avanço sobre o final de mandato. Fecha-se assim um ciclo de 10 anos, durante o qual o banqueiro português esteve ao leme de uma profunda reestruturação do histórico banco, intervencionado pelo Estado em 2011, que implicou despedimentos, fecho de balcões e muitas dificuldades pelo caminho.

Um percurso exigente também a nível pessoal. Poucos meses depois de chegar ao Lloyds, entrou em burnout e foi obrigado a fazer uma pausa de alguns meses. Desde então tem sido uma voz recorrente a alertar para os problemas da saúde mental. Regressou ao banco para completar o desafio a que se tinha proposto: devolver aos contribuintes britânicos os 20 mil milhões de libras (€22 mil milhões) que lá injetaram. Fê-lo em maio de 2017 e proporcionou um ganho de €1000 milhões para o Tesouro britânico.

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