Economia

Trump desiste de nova ameaça de guerra comercial contra a China

25-08-2019

Depois ter anunciado, na sexta-feira, que iria lançar uma nova dose de tarifas alfandegárias contra a economia chinesa, o presidente americano diz que teve “dúvidas” e para já não vai avançar

Donald Trump disse hoje aos jornalistas na estância de Biarritz, em França, onde decorre a cimeira do G7, que afinal não vai avançar com a uma nova dose de tarifas alfandegárias sobre as importações chineses. Uma medida que tinha anunciado sexta-feira e que lançou o pânico nos mercados financeiros, com as bolsas a caírem e os ativos de refúgio – como o ouro – a disparem. Trump tinha até dito às empresas americanas que saíssem da China e pretendia até forçá-las a fazê-lo com recurso ao International Emergency Economic Powers Act de 1977 que permite à Casa Branca impor este tipo de medidas quando estão em causa questões de segurança nacional.

Na manhã deste domingo, recuou nas ameaças depois de ter tido “dúvidas", até porque agora as conversações com Pequim estão a correr bem. Como disse aos jornalistas, segundo relatos na imprensa internacional: “Neste momento, estamos a entender-nos muito bem com a China. Estamos a conversar. Acho que eles querem fazer um acordo muito mais do que nós”.

Mas não deixou, ainda assim, de manter a ameaça no ar ao assegurar que “tem o direito” de usar o International Emergency Economic Powers Act e que, se quiser, pode "declarar uma emergência nacional”. Estas declarações foram feitas no início de um dia com vários encontros marcados com líderes internacionais.

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