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Cultura

Uma vida dantesca. Dante Alighieri morreu há 700 anos

Culture Club/Getty Images

Há 700 anos morria um daqueles poucos autores que se tornaram intemporais. Florentino, exilado, estudioso, apaixonado e habilidoso negociador, deixou uma obra monumental

25-09-2021

Na passada terça-feira, dia 14, cumpriram-se 700 anos sobre a morte do poeta italiano Dante Alighieri. Tal como Miguel de Cervantes, Dante é autor de um dos maiores livros da literatura mundial, um daqueles que fornecem ao mundo símbolos que permanecem muito para lá do seu tempo. “A Divina Comédia”, sua obra máxima, não é apenas a história de uma viagem de um homem pelo Inferno, o Purgatório e o Paraíso — lugares que na Idade Média, convém lembrar, eram tidos como reais —, é também uma fonte inexaurível de inspiração para artistas. Uma amostra disso pode ser apreciada numa exposição, que abre hoje na Fundação Calouste Gulbenkian, sobre as imagens que Dante inspirou ao pintor Sandro Botticelli.

Uma comemoração deste tipo implica também edições novas da obra do poeta. “A Divina Comédia”, de que já existia uma versão portuguesa relativamente recente por Vasco Graça Moura, vai ter outra igualmente em verso, por Jorge Vaz de Carvalho, numa edição da Imprensa Nacional. Noutros países acontece o mesmo, com o poema retraduzido no seu todo ou em parte. (Nos EUA, alguém notou que desta vez a atenção parece ter ido especialmente para o Purgatório, a única parte do poema que se passa na Terra.)