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Cultura

Jazz em Agosto 2021. Uma ideia de liberdade

Os Fire!, de Johan Berthling, Mats Gustafsson e Andreas Werliin (da esq. para a dir.), atuam a 1 de agosto no Grande Auditório da Gulbenkian
Johan Bergmark

14 concertos, mais Europa e menos América no festival que desde 1984 deseja “tomar o pulso ao jazz que hoje se faz”. O 37º Jazz em Agosto começa quinta-feira

Prestes a arrancar para a sua 37ª edição, o Jazz em Agosto, festival que desde 1984 se realiza sob a égide da Fundação Calouste Gulben­kian, retoma a sua declarada missão de “tomar o pulso ao jazz que hoje se faz”. Com compreensíveis condicionantes, como admite ao Expresso o seu diretor artístico, Rui Neves: “Abdicámos do contingente americano que caracteriza o festival e optámos por uma programação europeia na qual a participação portuguesa se salientasse.”

A figura tutelar do jazz europeu Peter Brötzmann, saxofonista alemão que no já distante ano de 1968 assinou, à frente de uma “trupe de improvisadores”, como se explica na apresentação desta edição, o revolucionário álbum “Machine Gun”, serve de inspiração ao desenho de um programa que, embora condi­cionado, não prescinde do espírito de aventura que desde sempre caracteriza o Jazz em Agosto. Ao lado dos igualmente veteranos Han Bennink e Alexander von Schlippenbach, o saxofonista subirá ao palco do Grande Auditório da Gulbenkian na quinta-feira (21h) para o primeiro dos 14 concertos que integram o cartaz.