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"Se pudermos confiar uns nos outros, talvez não precisemos de todos esses reis e raínhas, esses CEOs e gerentes", diz Rutger Bregman

Simone Padovani/Awakening

Contrariando uma ideia bastante generalizada, o historiador holandês acha que os seres humanos são basicamente decentes. O Expresso falou com ele a propósito do seu último livro

24-07-2021

Rutger Bregman, um historiador holandês que se tornou conhecido com um livro intitulado "Utopia para Realistas", publica agora "Humanidade - Uma História de Esperança" (ed. Bertrand), no qual, contrariando Hobbes e outros filósofos clássicos, defende que os seres humanos são basicamente decentes e colaborativos. Contrariando a evidência de histórias que afinal são pouco ou nada fiáveis, umas extraídas da ficção (O Senhor das Moscas) e outras da vida real, invoca descobertas científicas recentes para promover uma ideia em relação à qual não deverá ser fácil contrariar um ceticismo bastante generalizado.