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Cultura

Ao terceiro álbum, os Goon Sax já estão a mudar muito

James Harrison, Louis Forster e Riley Jones: The Goon Sax em “Mirror II”
Elliott Lauren

Em “Mirror II”, o trio australiano The Goon Sax desejou muito cortar o cordão umbilical que, para o bem e para o mal, os ligava à genealogia Go-Betweens

24-07-2021

Há três anos, Louis, o filho, garantira: “Às vezes, vêm ter comigo e fazem-me perguntas sobre um disco ou sobre uma determinada canção e chega a ser embaraçoso porque, de facto, nunca os escutei. Tenho sempre de pedir imensa desculpa e dizer que não faço ideia do que estão a falar.” Um ano depois, em Lisboa, Robert, o pai, comentara: “O Louis disse-me que foi incorretamente citado. É verdade que não ouvíamos muito os nossos discos em casa mas ele estava presente quando eu escrevia as canções.” Agora mesmo, voltando ao assunto, Louis corrige o tiro: “É verdade, na casa onde cresci havia sempre muita música, toda a gente estava sempre a tocar alguma coisa. A minha mãe toca. A minha irmã toca. E, de uma forma muito prática, sem grandes discussões filosóficas para que não tenho jeito nenhum, todos falávamos acerca do que estávamos a fazer.” Em causa estava saber se, do pai, Robert Forster — fundador dos mui-amados Go-Betweens —, algo decisivo revertera para The Goon Sax, a banda do filho Louis Forster.

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.