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Amazon aposta em série luso-espanhola sobre narcotráfico: “O talento português existe. É uma questão de investimento”, diz o realizador

O realizador catalão Daniel Calparsoro, agora responsável por "Operação Maré Negra", a primeira série luso-espanhola da Amazon
Pablo Cuadra

Entrevista exclusiva ao realizador de “Operação Maré Negra”, criada com cuidados redobrados. “Tendo em conta que foi a primeira apreensão de um semi-submersível a transportar cocaína na Europa, é importante ser fiel aos factos”, diz ao Expresso. A primeira série luso-espanhola para a Amazon Prime Video, uma megaprodução com uma forte aposta nos efeitos visuais, vai ser filmada entre os dois países

Quando a notícia de que um submarino com três toneladas de droga teria atravessado o Atlântico, e passado por Portugal antes de chegar à Galiza, começou a circular, a história quase parecia impossível. Mas à medida que a investigação avançava começaram a conhecer-se novos pormenores sobre o caso ocorrido em novembro de 2019. Não tardou até que a realidade inspirasse a ficção e que “Operação Maré Negra” começasse a ser preparada em segredo.

O silêncio é quebrado esta quarta-feira pelo realizador Daniel Calparsoro, catalão que aqui abre o seu livro de notas para revelar os primeiros detalhes da nova aposta da Ficción Producciones — responsável pelo fenómeno de popularidade Viver sem Permissão (Netflix) —, criada em parceria com a portuguesa Ukbar Filmes. O projeto da Amazon Prime Video contará também, sabe o Expresso, com o apoio da RTP (embora não se conheça ainda extensão da participação do canal público em “Operação Maré Negra”). A Daniel Calparsoro junta-se, na realização, o português João Maia (de “Variações”).

A verdadeira Operação Maré Negra foi muito recente, aconteceu no final de 2019. Que cuidados é preciso ter ao pegar numa realidade tão próxima e transportá-la para a ficção?
A ficção inspirada em factos reais pode ser muito livre, mas neste caso, e tendo em conta que foi a primeira apreensão de um semi-submergível a transportar cocaína na Europa, é importante ser fiel aos factos. Vamos ser mais livres em relação às personagens e às suas experiências de vida.