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Cultura

“Sinta-se Livre”, de Zadie Smith. Por Pedro Mexia

Zadie Smith (n. 1975, Londres) formou-se em Literatura Inglesa, em Cambridge, e ensina na Universidade de Nova Iorque. Além de cinco romances, escreveu uma dezena de livros de não-ficção
Miquel Llop/NurPhoto via Getty Images

Em “Sinta-se Livre”, Zadie Smith trata o ensaio de forma novelística. O tom é o de alguém que reivindica a liberdade total para falar do mundo

20-06-2021

Um escritor é alguém que se interessa por tudo, disse Susan Sontag, ela mesma um bom exemplo dessa disposição omnívora. Zadie Smith invoca-a em “Sinta-se Livre” (2018), a sua segunda colectânea de ensaios, porque assume a vontade de um ensaísmo da curiosidade e do gosto, sem “provas” e sem “autoridade”, um “ensaísmo novelístico” que se quer, diz um texto sobre Geoff Dyer, “uma tentativa de responder em espécie, de ser idêntica à obra de arte”, usando um tom de “sublime conversacional” e uma notável abertura à ideia de mudar de ideias.

Muitos destes textos, publicados em grande parte na “New Yorker”, na “New York Review of Books” e na “Harper’s”, são sobre questões raciais ou sobre artistas que não podemos desligar de questões raciais.

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.