Exclusivo

Cultura

O retrato em Portugal na primeira metade do século XX. No Museu do Chiado

“O Poeta e o Anjo” (1938), de Mário Eloy (1900-1951), um dos artistas representados

O que é um retrato? Ou melhor: o que é um retrato em Portugal na primeira metade do século XX a partir do acervo do Museu do Chiado? A resposta está em “Olhares Modernos”, patente até final de setembro

À segunda pergunta que se coloca no título a exposição “Olhares Modernos” dá uma boa resposta. De muito do que por lá se pode ver até poderíamos afirmar, citando Magritte, “isto não é um retrato”, e é justamente essa situação que torna mais estimulante uma visita.

Organizada por Maria de Aires Silveira, em três espaços que se subdividem em seis diferentes temas: o autorretrato, a expressão, a poética, o social, e a paisagem com duas componentes dialogando com a figura e com o espaço, a mostra não é rígida na fronteira destas temáticas, pois há contaminações, anúncios, misturas, crescendo continuamente à medida que se avança. Além da pintura, desenho e escultura, algumas ampliações fotográficas a partir de provas da mesma época paginam a exposição que conta ainda com um minúsculo retrato da autoria de Rafael Bordalo Pinheiro escondido num gomil em faiança da sua autoria.