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Laurentino Gomes, autor de uma trilogia sobre a escravatura: “O brasileiro é profundamente racista e preconceituoso”

Autor de bestsellers históricos, Laurentino Gomes arriscou ao abraçar a trilogia de “Escravidão”. O primeiro volume chega a Portugal ao mesmo tempo que o segundo livro é lançado no Brasil. Uma obra que não esconde nada, nem a dor, nem o sangue dos escravos que mudou a rota dos tubarões no Atlântico

No final de junho, se a pandemia permitir, o escritor brasileiro Laurentino Gomes estará em Portugal para regressar ao passado. Faltando-lhe escrever o último dos três volumes da saga de “Escravidão”, sabe que precisa dos arquivos portugueses para atar os nós. Afável, recebeu-nos em casa, abrindo a janela Zoom, e a conversa durou hora e meia, como se fosse o encontro entre duas pessoas que já se conhecem há muito. Brasileirices. O diálogo transitou entre períodos históricos, ora as fragilidades de Dom João VI ora a situação atual do Brasil. Assumiu que a escravidão se tornou um tema politicamente tão sensível que só muitas páginas lhe dariam conforto em meio à gritaria da sociedade brasileira. Por isso, três livros e cerca de 1500 páginas no total. Em Portugal, para já, só está assegurado o lançamento do primeiro.

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.