O novo edifício do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Belém (Lisboa), vai ter entrada gratuita até março de 2017, revelou à agência Lusa o diretor, Pedro Gadanho.
A decisão deveu-se, em parte, à elevada afluência - cerca de 15 miol entradas entre as 12h00 e as 19h00 - que o Museu teve durante a abertura oficial ao público que decorreu esta quarta-feira, 5 de outubro, em que a entrada era gratuita.
"Decidimos que a entrada será gratuita no novo edifício até março de 2017 para que as pessoas o conheçam. A equipa avisou o público no exterior, mas mesmo assim as pessoas não quiseram abandonar as filas", disse o diretor do MAAT à agência Lusa no local.
Contudo, a entrada no edifício ao lado, que era até agora conhecido por Museu da Eletricidade mas passou a estar integrado no novo MAAT, continuará a ser paga e custa cinco euros.
A partir de março, a entrada no MAAT - nos dois edifícios - passará a custar nove euros, havendo ainda a possibilidade de comprar um cartão anual de membro por 20 euros.
Afluência obrigou a fechar pontes pedonais
A elevada afluência que o museu recebeu ontem provocou longas filas de espera para entrar, trânsito e até obrigou a PSP a encerrar a ponte pedonal sobre a via-férrea que existe junto ao Museu Nacional dos Coches, por recear o impacto do peso excessivo.
Segundo Pedro Gadanho, foi importante o encerramento da ponte para garantir a segurança das pessoas e anunciou que está prevista a construção de mais uma ponte pela EDP e de uma outra pelo Museu dos Coches, que “já deveria ter sido concluída”.
Sobre os milhares de visitantes que acorreram ao MAAT na quarta-feira, o curador e arquiteto - que foi curador no Museu de Arte Contemporânea (MoMA) de Nova Iorque disse durante três anos - disse que não esperava: “Estou surpreendido. As pessoas preferiram vir aqui do que ir para a praia num dia quente, o que mostra que estão disponíveis para coisas diferentes”.
“O meu único receio era que viesse gente a mais, porque o edifício é novo e está ainda a ser testado”, confessou.
O novo museu envolve um espaço global de 38 mil metros quadrados na frente ribeirinha, na zona de Belém, e o edifício foi projetado pela arquiteta Amanda Levete e custou 20 milhões de euros, investidos pela EDP.