De vez em quando, ao remexer em papéis velhos, encontro mensagens do outro mundo, de outro que fui. Não sei o que fazer com elas. Conheci em tempos o rapaz que as escreveu, mas ele já não existe, nem poderia imaginar que o seu único leitor seria eu. Mas, pergunta o leitor desse lado, não somos a mesma pessoa? Juridicamente, sem dúvida. No resto, sou seu herdeiro, tenho dele as vagas recordações que guardamos de desconhecidos, de pessoas com quem nos cruzámos brevemente.
Um rapaz de dezassete anos
Uma crónica sobre o mundo tal como o desconhecemos, dos grandes temas da atualidade às questões insignificantes do quotidiano. Todas as quintas-feiras nos Exclusivos do Expresso
04-02-2021
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