Coronavírus

Covid-19. Investigadores identificam nova variante em Nova Iorque

Bloomberg

Ainda é cedo para saber se esta variante se está a sobrepor às que foram primeiro detetadas na África do Sul e em Londres. O que preocupa os investigadores é a possível resistência a tratamentos, como as vacinas

25-02-2021

Uma nova variante do vírus da covid-19 foi identificada por duas equipas de investigadores na cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos. A notícia parte de um relatório ainda por publicar, mas a que a CNN teve acesso, e revela a preocupação dos cientistas com o facto de a variante ter mutações que podem impedir a resposta imunológica do corpo face ao vírus e mesmo aos tratamentos autorizados com anticorpos monoclonais.

A variante já foi nomeada — B.1.526 — e apresenta mutações semelhantes às que se conhecem na variante identificada na África do Sul (B.1.351), cuja principal ameaça é a forma como pode escapar ao efeito das vacinas. Entre uma série de variantes que têm surgido nos Estados Unidos, a de Nova Iorque, que está a espalhar-se em vários bairros da cidade, sobretudo no nordeste, centra agora atenções.

“Observámos um aumento constante na taxa de deteção de final de dezembro a meados de fevereiro, com um aumento alarmante para 12,7% nas últimas duas semanas”, escreve uma das equipas de investigadores, do Centro Médico da Universidade de Columbia, no referido relatório.

Os investigadores alertam que ainda não há dados sobre se esta variante está a tornar-se dominante, ou a ultrapassar as taxas de infeção das outras duas que estão disseminadas, as da África do Sul e a de Londres. Como a CNN também frisa, existem mutações em todos os vírus, que são tanto mais comuns quanto mais tempo durarem as infeções. À medida que elas tomam conta do vírus, ou seja, que essas mutações padronizadas se repetem, passam a ser chamadas variantes, o que só começa a ser preocupante no caso de alterarem as propriedades do vírus inicial, nomeadamente na transmissibilidade e na resistência a tratamentos.

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