Coronavírus

Do apoio nos lares ao apoio no internamento: o que as Forças Armadas fizeram desde o início da pandemia em Portugal

EMGFA

O Hospital das Forças Armadas foi “o primeiro a abrir as suas portas” a doentes covid-19. Desde então, os militares têm intervindo em três grandes áreas: planeamento e organização, apoio logístico e apoio sanitário. Quanto a ações futuras, estas “dependerão do que o Governo e o Presidente da República entenderem que é o melhor empenho das Forças Armadas”

15-02-2021

Desde que a pandemia de covid-19 chegou a Portugal, há quase um ano, as Forças Armadas têm assumido um papel cada vez mais relevante na prevenção e combate à doença. A indicação do vice-almirante Henrique Gouveia e Melo para coordenador da task force do plano de vacinação é um dos exemplos mais recentes. O apoio às estruturas residenciais para idosos (ERPI) foi a situação que trouxe “mais preocupações”, sobretudo após o último verão. Neste momento, a maior mobilização de militares é no apoio ao internamento. O diagnóstico é feito ao Expresso pelo tenente-general Marco Serronha, chefe do Estado-Maior do Comando Conjunto para as Operações Militares (CCOM).

Quanto a ações futuras, estas “dependerão naturalmente do que o Governo e o Presidente da República entenderem que é o melhor empenho das Forças Armadas”, sublinha, por sua vez, o major-general João Jácome de Castro, diretor de Saúde Militar do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA). Os últimos 11 meses foram “o grande exercício” em que as Forças Armadas nunca tinham participado: “uma operação militar no mundo real”. O responsável defende que “o serviço de saúde militar tem condições muito próprias que fazem dele um parceiro extraordinariamente importante nestas situações de emergência de saúde”.

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