O Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF ou Amadora-Sintra), que teve um problema na rede de oxigénio medicinal, já transferiu 102 doentes desde terça-feira à noite. A rede de oxigénio está estabilizada desde quarta-feira de manhã, garante uma nota daquele hospital enviado às redações.
Nas últimas 24 horas foram transferidos 39 doentes: 19 para uma nova enfermaria do Hospital da Luz, 11 para o Hospital das Forças Armadas, cinco para o hospital de campanha de Portimão, dois para o Hospital Trofa Saúde e finalmente outros dois para o Centro de Apoio Militar de Belém, conta a SIC Notícias. Os doentes enviados para o Hospital da Luz serão acompanhados por profissionais de saúde do HFF.
A nota do Amadora-Sintra explica que esta transferência de pacientes "permitiu uma gestão cabal da infraestrutura de distribuição de oxigénio”. E garante: “Não está em causa, como nunca esteve, a disponibilidade de oxigénio ou o colapso da rede”. O problema de terça-feira à noite esteve relacionado com a manutenção da pressão daquela rede, que falhou.
O Amadora-Sintra garante ainda que a rede de oxigénio medicinal mantém o funcionamento de forma estabilizada, estando assegurados os padrões de segurança definidos. “É feita a monitorização constante do fluxo deste gás medicinal, o que permite manter a melhor prestação de cuidados de saúde aos doentes”.
O HFF é o hospital da região de Lisboa com mais doentes covid-19 internados (323 ao fim do dia de quarta-feira). Este hospital, abastecido por um tanque de 30 metros cúbicos de oxigénio, colocou em marcha na quinta-feira passada a construção de um novo tanque. No dia anterior, 20 de janeiro, a mesma unidade hospitalar informou ainda que estava a proceder a um reforço da rede de gases medicinais que serve “as áreas das enfermarias, serviços de urgência, unidades de cuidados intensivos, entre outras”. Isto é, foi instalada uma nova rede na Torre Amadora para dar músculo à rede já existente. Também na Torre Sintra, dizia a nota dessa quarta-feira (20), estava já em curso a “instalação de uma rede redundante” para reforçar a rede de gases medicinais já existente.
Foi confirmada ainda a instalação de um tanque de oxigénio para dar resposta “em exclusivo" à Área Dedicada a Doentes Respiratórios do Serviço de Urgência, com uma capacidade de cinco metros cúbicos, que ficará independente da rede principal do hospital. Estas medidas visavam “duplicar a autonomia” do hospital.