Coronavírus

Covid-19: O Natal que perdemos para ganhar o próximo

Maria Perpétua, de 94 anos, vive há dez num lar na Maia. Pela primeira vez, não sairá para passar o Natal com a família
rui duarte silva

Muitas famílias portuguesas já decidiram que, pela primeira vez, não vão passar juntas a Consoada

29-11-2020

A um mês do Natal, as famílias portuguesas procuram estratégias para dar a volta ao vírus e celebrar a quadra em segurança. Em nome da defesa de quem se ama, a ordem é afastarem-se. Assim, pela primeira vez, muitas mães vão passar sem os filhos, netos sem os avós, primos separados, irmãos fisicamente desunidos. Em muitas casas, haverá menos lugares à mesa, menos embrulhos junto à árvore e menos burburinho. O afeto será transferido dos abraços para os acenos no ecrã ou para as saudações ao telefone.

Matriarca de uma família de 36 pessoas, Maria, de 84 anos, já está mentalizada de que este será um Natal muito diferente. Até agora, sempre se juntou com os seus para passar a Consoada, mesmo aqueles que estão espalhados pelo mundo e que nunca abdicaram de vir. A tradição era rígida: primeiro acendiam uma vela, depois Maria dizia algumas palavras, seguia-se o jantar, as apresentações de teatro e música e a noite acabava com a chegada do Pai Natal.

Para continuar a ler este artigo clique