Haja o que houver, o regresso de todos os portugueses ao confinamento será, mesmo, a derradeira opção. O Governo vai resistir ao fecho do país, tentando a todo o custo conter a propagação do vírus com medidas autolimitadas no tempo e no espaço. A cifra de infeções acima de mil por dia obriga a reforçar a defesa, mas o cerco que deverá ser apresentado já na próxima semana será “cirúrgico”, adiantou ao Expresso fonte da Direção-Geral da Saúde (DGS).
O padrão atual das infeções mostra que elas ocorrem sobretudo no seio da família — as confraternizações familiares são responsáveis por 67% dos novos casos de covid-19 nos últimos dias — e nas áreas mais urbanas. Grande Porto, Grande Lisboa e o eixo de Aveiro a Braga apresentam maior risco e serão, por isso, palcos prioritários para a intervenção das autoridades de saúde.